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A vinda de Bolsonaro à Bahia, a ‘peruagem’ de João Roma e o drama dos professores indígenas com Jerônimo

Agenda
Após retornar ao Brasil, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) deve ter a Bahia entre os primeiros destinos visitados nas próximas semanas. Segundo bolsonaristas com acesso ao entorno do ex-presidente, Bolsonaro já teria dado o aval para a organização de um evento no estado, ainda sem local definido, entre os primeiros atos de sua agenda. 

É o amoooor…
E por falar no ex-presidente, o ex-ministro João Roma (PL) não perdeu a oportunidade de ‘peruar’ Bolsonaro no retorno dele. No seu melhor estilo papagaio de pirata, Roma fez questão de ficar ao lado do líder do PL para sair nas fotos e vídeos que registravam o momento. O grude foi tanto que já há quem diga que Roma devia estar sofrendo de abstinência. 

Lá e lô
Enquanto Roma ‘perua’ Bolsonaro em Brasília, na Bahia seus aliados próximos se aproximam cada vez mais do PT. Uma reunião nesta semana do deputado estadual Vitor Azevedo (PL) com o secretário estadual de Relações Institucionais, Luiz Caetano (PT), deu o que falar nos bastidores da política baiana. Braço direito de Roma, Azevedo não tem escondido de ninguém sua aproximação com o grupo petista no estado e tem sido alvo de críticas por bolsonaristas. Para eles, a proximidade de Azevedo com o governo do PT pode comprometer o próprio Roma, presidente do PL no estado e candidato a governador no partido Bolsonaro. 

Vitória folgada
O desembargador Raimundo Sérgio Sales Cafezeiro sofreu uma derrota pesada nesta semana. Na disputa pela vaga de membro titular no Tribunal Regional Eleitoral (TRE), Cafezeiro perdeu para o desembargador Abelardo Paulo da Matta Neto, que venceu a corrida por 38 votos, contra 25 do adversário – 13 votos de vantagem. Autor de diversas decisões controversas (para ser eufêmico) favoráveis a Jerônimo Rodrigues na eleição passada, Cafezeiro era tido por alguns como favorito na disputa pelo TRE. Como diz o ditado, entrou água.

O drama dos professores indígenas 
A base folgada que o governador Jerônimo Rodrigues (PT) construiu na Assembleia, negociando cargos e espaços, também não deu conta de aprovar uma matéria que em tese seria prioridade do petista. O projeto que trata da correção no salário de professores indígenas está há quatro semanas sem entrar no radar para votação. Nos bastidores da Assembleia, alguns governistas apostam que o projeto continuará na gaveta por mais tempo, até que o governador retorne da China. A avaliação deles leva em conta que a matéria tem valor simbólico para Jerônimo (que se autodeclarou indígena) e não faria sentido acelerar agora a aprovação, já que a sanção ficaria a cargo do governador em exercício Geraldo Júnior (MDB). 

Pinto no lixo
O vice-governador Geraldo Júnior (MDB) está, como dizem governistas, que nem pinto no lixo ao assumir o comando do estado com a viagem de Jerônimo Rodrigues para a China. Mesmo com marcação forte de caciques governistas, liderados pelo secretário de Relações Institucionais, Luiz Caetano (PT), Geraldo montou uma agenda extensa para aproveitar ao máximo o cargo momentâneo, com eventos no interior e na capital. Ele chegou, inclusive, a marcar diversas entrevistas em veículos de comunicação. Os caciques do Palácio de Ondina estão de cabelo em pé com a situação. 

Frustração 
Entretanto, quando o governador adiou a ida ao país asiático em função dos problemas de saúde do presidente Lula, Geraldo chegou a desmarcar diversas entrevistas que já tinha marcado para o momento em que iria assumir o governo. Mas quando Jerônimo decidiu viajar, mesmo sem Lula, o vice-governador retomou a agenda. 

Favorito
Tem crescido o nome do deputado federal Elmar Nascimento (União Brasil) para a sucessão de Arthur Lira na presidência da Câmara dos Deputados, em 2025. Parlamentares baianos contam que, nos bastidores do Congresso, Elmar é apontado hoje como o favorito para ser o candidato do bloco liderado por Lira e que já tem se movimentado para se viabilizar na disputa, inclusive adotando uma postura “muito mais afável” com os colegas de Parlamento. Dizem também que o deputado baiano, já de olho em 2025, tem ampliado diálogo com diversas lideranças da Casa, de governo e oposição. Se for mesmo o candidato do bloco de Lira, garante, será o próximo presidente da Câmara.

Lupa na gastança
Técnicos do Tribunal de Contas do Estado e do Ministério Público da Bahia já estão de olho nas cifras praticadas pela CAR (Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional) nos últimos anos, em especial nas de 2022, quando os números saíram da curva. Além de ter o caixa turbinado em R$ 100 milhões para firmar convênios com prefeituras em meio à efervescência eleitoral, a companhia também dedicou outros R$ 289 milhões para pagamentos a instituições privadas sem fins lucrativos, leia-se ONGs e associações rurais que vitaminam a base de apoio ao governo petista. O valor pago em 2022 é superior ao dobro do praticado em 2021 (R$ 142 milhões) e mais que o triplo desembolsado em 2020 (R$ 76 milhões). As autoridades fiscalizadoras querem saber os motivos reais para a escalada no orçamento. 

Janela seletiva I
O governador Jerônimo disse ao Política Livre que os deputados que chegaram à base depois da eleição não terão prioridade na distribuição dos cargos no interior. Nas palavras do petista, “não dá para chegar logo e querer sentar na janela”. Contudo, os deputados do PP parecem ser uma exceção à regra. Após marcharem com ACM Neto na eleição – ou pelo menos disseram -, já chegaram ocupando espaços na capital, vide o Detran e outros órgãos importantes, preterindo os antigos aliados. O PV que marchou com ele na campanha até hoje não foi contemplado com nada.

Janela seletiva II
A fala, inclusive, gerou mal-estar entre aliados. Reservadamente, parlamentares disseram que a declaração foi desnecessária, ainda que seja verdadeira, pois passa uma impressão de “desprezo” pelo apoio recebido. Comparam, ainda, a fala com as declarações duras com a base do antecessor Rui Costa (PT). 

Resultado animador
Integrantes do PSB têm incentivado a deputada federal Lídice da Mata, presidente estadual do partido, a disputar a Prefeitura de Salvador após a divulgação da primeira pesquisa na capital baiana, em que ela aparece com pouco mais de 10% de intenções de voto. Eles consideram o resultado animador e, somado a isso, argumentam, ela foi a segunda mais votada em 2022 na capital baiana, atrás apenas de Leo Prates. Socialistas dizem ainda que Lídice tem começado a tomar gosto pela ideia.

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