InícioEditorialPolítica NacionalBrasileira em Israel erra ao dizer que Lula abandonou famílias

Brasileira em Israel erra ao dizer que Lula abandonou famílias

Em vídeo, Rafaela Triestman diz que o governo brasileiro não auxiliou os sobreviventes e os parentes dos mortos pelo Hamas

A brasileira Rafaela Triestman é judia e estava na rave atacada pelo Hamas em 7 de outubro de 2023 reprodução/X @Israel_katz – 21.fev.2024

PODER360 21.fev.2024 (quarta-feira) – 19h31

A brasileira Rafaela Triestman, que estava na rave atacada pelo Hamas em 7 de outubro de 2023, errou ao dizer que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não auxiliou famílias brasileiras afetadas pelo conflito. Além da operação de resgate da FAB (Força Aérea Brasileira) para repatriar brasileiros da Faixa de Gaza, o presidente, ainda em outubro, conversou com familiares dos desaparecidos.

Nesta 4ª feira (21.fev.2024), o ministro de Relações Exteriores israelense, Israel Katz, compartilhou um vídeo com Rafaela, de 20 anos, em que a brasileira diz que o governo Lula “desrespeita a memória de 6 milhões de judeus que morreram no holocausto”. Ela era namorada de Ranani Glazer, morto pelo grupo extremista.

No vídeo, de pouco mais de 8 minutos, Triestman diz que “o governo [brasileiro] não foi mobilizado e a gente se sentiu esquecido”. Ela também afirma que o presidente não entrou em contato com ela, nem com familiares das outras vítimas, incluindo Rafael Zimerman, Jade Kolker e as famílias de “Karen” (possivelmente referindo-se a Karla Stelzer Mendes) e Bruna Valeanu, mortos pelo Hamas.

Assista ao relato de Rafaela Triestman (8min35s):

Mas, ainda em outubro, Lula conversou por videoconferência com brasileiros e israelenses que integram o Fórum de Famílias de Reféns e Desaparecidos no conflito entre Israel e o Hamas. A ligação se deu a pedido do grupo, que enviou uma carta a Lula em nome de 200 famílias. Eis a íntegra do documento (PDF – em inglês – 163 kB).

O Fórum foi criado logo depois dos ataques do grupo extremista Hamas a Israel, em 7 de outubro. Lula, então, condenou os ataques contra civis e disse ser importante que as pessoas diretamente atingidas pela guerra sejam ouvidas.

“Expressando sua solidariedade, o presidente manifestou que, como pai e avô, compartilha a dor das famílias afetadas e afirmou que o Brasil também está em luto pelo ocorrido. Recordou, ainda, as duas viagens que fez para Israel, em 1993 e 2010, e a excelente relação que manteve com o ex-presidente Shimon Peres”, disse a nota divulgada pela Presidência.

Segundo o Planalto, desde o início do conflito no Oriente Médio, o governo concluiu 12 voos de repatriação e resgatou 1.556 brasileiros nas zonas de conflito, incluindo embarques saindo de Tel Aviv com brasileiros e parentes que estavam em Israel.

Lula também teve uma série de conversas com líderes árabes para ajudar a intermediar uma solução na região. Em 25 de outubro, o petista conversou com o emir do Qatar, Tamim bin Hamad al-Thani, sobre as negociações por um corredor humanitário. Afirmou ser “urgente” um cessar-fogo na região do conflito.

Entenda na linha do tempo abaixo:

18.fev.2024 – Lula compara os ataques de Israel às ações de Hitler contra judeus; 18.fev.2024 – Benjamin Netanyahu critica Lula e classificou sua fala como “vergonhosa”; 19.fev.2024 – ministro de Relações Exteriores de Israel declara Lula “persona non grata” e constrange publicamente embaixador do Brasil no país, Fred Meyer, ao levá-lo para o Museu do Holocausto de Jerusalém; 19.fev.2024 – Brasil chama embaixador Fred Meyer de volta ao país; 19.fev.2024 – ministro de Relações Exteriores do Brasil diz em reunião com embaixador de Israel que Meyer foi humilhado; 19.fev.2024 – no Planalto, avaliação é a de que Lula não pedirá desculpas; 20.fev.2024 – ministro de Relações Exteriores de Israel volta a pedir retratação de Lula e diz que fala do presidente é um “cuspe no rosto dos judeus brasileiros”.

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