A Advocacia-Geral da União (AGU) tomou uma medida polêmica ao notificar a rede social X (antigo Twitter), pedindo a remoção de postagens sobre um projeto de lei que propõe equiparar a misoginia ao crime de racismo. A iniciativa se deu após um pedido da deputada Erika Hilton (PSOL-SP), que está à frente da Comissão da Mulher na Câmara dos Deputados.
O foco das notificações inclui postagens de contas em homenagem ao humorista Léo Lins e da jornalista Madeleine Lacsko, além de perfis anônimos que fazem paródias. A confusão gerada pelas postagens se baseia em dois projetos distintos da senadora Ana Paula Lobato (PSB-MA), que assumiu o cargo no Senado em fevereiro de 2023.
Erros que Podem Custar Caro
A AGU alega que as publicações atacam a “integridade do processo legislativo” e promovem uma “desinformação” perigosa. De acordo com o órgão, essas postagens poderiam criar um pânico moral, manipulando a opinião pública em relação a uma proposta relevante no combate à violência de gênero. O projeto que já foi aprovado no Senado, 896/2023, é frequentemente confundido com o PL 4.224/2024, que propôs punições severas para a disseminação de informações que desqualifiquem o gênero feminino.
Opinião em Vereda Tensa
A tensão aumentou quando Madeleine Lacsko contestou a AGU, afirmando que a notificação distorceu suas palavras. Ela se declarou surpresa com a alegação de que seu projeto estava arquivado antes do pedido da AGU. Enquanto isso, internautas criticaram veementemente a ação do governo e a deputada, sentindo que suas liberdades de expressão estavam sendo atacadas. Como ressaltou um usuário anônimo, “usaram a força do Estado para calar um cidadão comum com uma falsa alegação”.
As repercussões dessa atuação da AGU inevitavelmente levantam questões sobre os limites da liberdade de expressão e a proteção à integridade legislativa. A sociedade está atenta a como esse episódio será desdobrado e o que poderá significar para futuros debates.