Causa da morte de irmãos em Valéria segue sem explicação após 17 meses

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A história de Yasmin Conceição Fonseca é marcada por dor e indignação. Em 6 de fevereiro de 2025, ela perdeu seus filhos, Benjamim, de 7 anos, e Maria Valentina, de 5, encontrados mortos em casa, em Salvador. Até hoje, a causa da morte permanece desconhecida, gerando angústia e a sensação de impotência na mãe.

Desde a tragédia, Yasmin vive em um ciclo de perguntas sem respostas. “É angustiante não saber o que tirou a vida dos meus filhos”, desabafa. Em sua primeira entrevista desde a perda, ela revelou que revisitou a 3ª Delegacia de Homicídios várias vezes, mas os laudos da investigação ainda não foram entregues, gerando frustração e desespero.

A luta de Yasmin não é apenas pela justiça, mas também pela busca de respostas. Durante este tempo, ela fez diversos exames e recebeu um diagnóstico que a deixou confusa — uma bactéria detectada em seu organismo que ainda carece de esclarecimentos. As investigações iniciais apontaram para possíveis causas como envenenamento, intoxicação alimentar e água contaminada, mas nada foi confirmado até agora.

O impacto emocional da tragédia forçou Yasmin a deixar seu lar em Valéria, onde cada canto trazia lembranças dolorosas de seus filhos. “Mudei de bairro porque não consegui mais viver lá”, admite. Sem recursos para contratar um advogado, Yasmin buscou ajuda na Defensoria Pública, mas não obteve a assistência desejada.

A dor é compartilhada também por Alexandra de Jesus Fonseca, mãe de Yasmin e avó das crianças. Para ela, a investigação tem sido negligenciada, sentindo como se a vida de sua família não tivesse a devida atenção. “Um ano e cinco meses esperando por respostas é um absurdo”, lamenta.

Alexandra critica a falta de diligências após os primeiros dias de investigação e aponta falhas na coleta de provas, o que pode ter comprometido o caso. “Ninguém voltou ao local, e a água foi recolhida de forma inadequada”, explica.

Ainda assim, Alexandra se recusa a apontar culpados, confiando que apenas uma investigação adequada pode trazer à luz a verdade. A avó enfatiza que o local onde a família vivia apresentava problemas, mas que as conclusões devem ser feitas pelos peritos envolvidos.

A tragédia repercutiu na comunidade e além, mas a família continua sem respostas definitivas. Enquanto isso, a Polícia Civil aguarda laudos periciais para avançar no inquérito, e a esperança de Yasmin de obter esclarecimentos persiste entre a dor e a saudade dos filhos.

Você já passou ou conhece alguém que enfrentou uma situação semelhante? Compartilhe suas experiências e reflexões nos comentários. A interação e o acolhimento são fundamentais em momentos de dor e busca por justiça.

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