O impacto do Pix nos hábitos de consumo na Bahia e no Brasil: “Não utilizo mais dinheiro”

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Ana Cláudia Mesquita é corretora de imóveis e não usa cédulas

FINANÇAS

82% das transações bancárias no Brasil já são digitais

Ana Cláudia Mesquita é corretora de imóveis e não usa cédulas – Foto Shirley Stolze/ Ag. A TARDE

O Brasil vive uma revolução financeira impulsionada pelo Pix e pela ascensão dos serviços bancários digitais. Atualmente, 82% das transações bancárias são feitas online, transformando hábitos cotidianos, como nos pagamentos em lojas e na contratação de serviços.

Praticidade em Primeiro Lugar

Ana Cláudia Mesquita, corretora de imóveis, não usa mais cédulas: “O Pix facilita pagamentos de lanches até abastecimento no posto. A praticidade e o acesso pelo celular mudaram minha rotina”. Agora, as idas ao banco são coisa do passado, com pagamentos feitos instantaneamente. “O celular está sempre à mão, e isso salva em emergências”, completa.

Contudo, ela ressalta que o dinheiro em espécie ainda tem seu espaço, especialmente em grandes eventos, onde a segurança é um fator a considerar.

A Ascensão dos Pagamentos Digitais

Raphael Mielle, diretor da Febraban, destaca que o Pix não é apenas uma ferramenta de pagamento, mas uma força democratizadora no Brasil: “Permite transações rápidas e acessíveis 24/7”. Com 75% das transações realizadas exclusivamente pelo celular, o Pix superou cartões e boletos, revelando uma mudança na dinâmica econômica.

Bruno Mota Lopes, do Corecon-BA, corrobora essa visão. Ele afirma que a redução do uso de dinheiro em espécie está intimamente ligada à inclusão financeira e à formalização da economia. “As transações instantâneas aumentaram a velocidade das movimentações e facilitaram a adesão ao sistema financeiro.”

Apesar da digitalização crescente, Lopes alerta que o dinheiro físico ainda não desapareceu, especialmente para grupos que enfrentam barreiras digitais, reforçando a necessidade de um equilíbrio entre novas formas de pagamento e a acessibilidade.

Raphael Mielle é diretor de Serviços e Segurança da Febraban

A estudante Anna Gherardi exemplifica essa mudança: “Uso muito mais o Pix e mal toco em dinheiro. Quando vou a festas, só saco uma quantia pequena para facilitar.” Essa nova mentalidade representa um movimento onde a conveniência e a segurança se tornaram fatores primordiais.

As transações digitais estão moldando um futuro financeiro promissor, mas será que todos estão prontos para essa transição? Convidamos você a compartilhar suas experiências e opiniões sobre o uso do dinheiro físico e digital.

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