Cotas ou Aparências? A luta pela representatividade feminina na política ainda enfrenta obstáculos

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O Brasil enfrenta um desafio crítico em 2026: a sub-representação feminina que persiste no palco político. Apesar de as mulheres representarem 51,5% da população e do eleitorado, o Congresso Nacional é dominado por homens, refletindo uma democracia com feridas abertas.

Enquanto países como o México avançaram significativamente ao implementar a paridade constitucional em 2014, o Brasil ainda luta com um sistema de cotas de apenas 30% para candidaturas femininas. Isso se mostra insuficiente diante da competição desigual por recursos partidários e espaço midiático, frequentemente controlados por lideranças masculinas.

Exemplo de Sucesso: O Modelo Mexicano

No México, a implementação do princípio de paridade em tudo obriga os partidos a apresentar 50% de candidatas, garantindo que listas eleitorais tenham a representação adequada. Caso contrário, seus registros são rejeitados. O contraste é notável: no Brasil, a lei atual não assegura a mesma eficácia, resultando em menos de 20% de mulheres na Câmara e no Senado.

Além disso, a legislação mexicana utiliza listas fechadas alternadas, o que garante a eleição de mulheres sempre que o partido vencer vagas. Isso contrasta com o modelo brasileiro, onde as regras ainda favorecem os partidos a não cumprirem seus compromissos com as candidaturas femininas.

Batalha Contra Barreiras Invisíveis

Ainda que a Lei 14.192/21 tenha sido sancionada para combater a violência política de gênero, sua execução permanece tímida. O silenciamento e os ataques nas redes sociais continuam a ser barreiras para novas lideranças. Os números corroboram esse cenário preocupante: o Brasil é apenas o 146º em um ranking de 193 países em representação feminina, enquanto vizinhos já alcanzaram a paridade.

Para mudar essa realidade, juristas defendem a transição das “cotas de candidatura” para a “cota de cadeiras”, assegurando, assim, que uma porcentagem mínima do plenário seja feminina, independentemente do voto. Sem essa reforma, a paridade parecerá um horizonte distante.

O Brasil não pode continuar a ignorar essa questão; é hora de implementar mudanças radicais para que as cadeiras do poder reflitam a verdadeira composição da sociedade. Comente abaixo sobre como você vê a representatividade feminina na política e quais passos podemos tomar para fomentar essa mudança!

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