POLÍTICA
AGU publicou portaria nesta sexta-feira, 21


Portaria da AGU lista expressões que não devem ser mais usadas em documentos e pronunciamentos oficiais –
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Em um passo audacioso rumo à inclusão e respeito, a Advocacia-Geral da União (AGU) publicou, em 21 de outubro, uma portaria que desafia o uso de termos considerados racistas e pejorativos nas comunicações oficiais. Essa iniciativa surge logo após o presidente Lula sancionar uma lei que proíbe a linguagem neutra nas repartições públicas, visando a proteção de uma linguagem mais apropriada e consciente.
A lista de expressões a serem evitadas, anunciada em Diário Oficial da União, inclui termos como “mercado negro”, “meia-tigela”, “índio”, “humor negro” e . O objetivo é impedir que preconceitos históricos ganhem voz na administração pública, criando um ambiente mais respeitoso e inclusivo.
Neste contexto, a AGU também aborda as chamadas microagressões e estereótipos. A portaria recomenda substituições sensíveis, como trocar “índio” por “indígena” ou o nome da etnia, e alterar “mercado negro” para “mercado ilícito”. A ideia é fomentar uma linguagem que não perpetue desigualdades e ofensas.
Além dessas diretrizes, a portaria prevê que, caso um terminologia desaconselhada seja utilizada, a pessoa envolvida receberá orientação e poderá participar de cursos sobre letramento racial. Isso representa um compromisso com a educação contínua em temas ligados a gênero, raça e etnia.
Em um movimento paralelo, a decisão de Lula de banir totalmente a linguagem neutra na administração pública tem gerado polêmicas. Termos como “todes” e “elu” foram oficialmente excluídos do vocabulário governamental, exigindo que todos os órgãos sigam a norma culta da língua portuguesa em seus documentos e comunicações. Esse dilema abre um diálogo importante sobre como a linguagem influencia a nossa sociedade.
As mudanças propostas pela AGU e as decisões do governo, embora controversas, têm o poder de transformar o modo como nos comunicamos no serviço público. A adoção de uma linguagem mais respeitosa e consciente é um passo crucial na luta contra o preconceito.
E você, o que pensa sobre essas mudanças? Sua opinião é importante; compartilhe seus pensamentos nos comentários!