Aeroporto solicita à Prefeitura o bloqueio do projeto de Muniz que proíbe o Kiss & Fly

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A implantação do sistema Kiss & Fly no Aeroporto Internacional de Salvador –

A polêmica sobre o sistema Kiss & Fly no Aeroporto de Salvador atinge novos patamares. A Vinci Airports, concessionária do terminal, exerce pressão sobre a Prefeitura para que o Projeto de Lei n⁰ 108/2026, de autoria do vereador Carlos Muniz, seja retirado da pauta. Esse projeto propõe a proibição da cobrança para embarque e desembarque de passageiros, e deveria ser analisado na sessão de 13 de setembro, mas não foi votado devido à ausência de Muniz.

Regimentos internos da Câmara Municipal exigem a presença do autor para a análise de propostas. Durante a sessão, Muniz estava em reunião com o prefeito Bruno Reis e o líder de governo, tratando justamente do futuro do projeto. A estratégia, no entanto, envolveu tentar convencer o presidente da Câmara a retirar a proposta.

Submissão ou Representatividade?

Nos bastidores, a pressão empresarial gera críticas severas. Um vereador influente afirma que retirar o projeto sob tal pressão seria uma “submissão intolerável” do Poder Público a interesses privados, enquanto outro destaca que é “imperativo que a Câmara exerça sua soberania”. A situação levanta questões sobre os direitos dos cidadãos e o acesso a transportes em momentos críticos.

Presidente Carlos Muniz em sessão na Câmara dos Vereador de Salvador

Muniz afirmou que, apesar do recuo, o projeto será discutido na próxima sessão. Segundo ele, a intenção é proteger o acesso dos cidadãos ao terminal, evitando uma nova taxa que encareceria ainda mais o serviço público. “Devemos garantir que a circulação humana não seja restringida por cobranças indevidas”, declarou.

Um Sistema de Cobrança Controverso

O Kiss & Fly propõe uma cobrança de R$ 18,00 para motoristas que excederem 10 minutos na área de embarque e desembarque. Este modelo de acesso, que inclui cancelas, poderia prejudicar a operação de táxis, criando um cenário onde apenas pagantes teriam acesso ao terminal, tornando-se um monopólio em setores de transporte.

A resistência à implementação desse sistema e a luta pela aprovação do projeto indicam um embate crucial entre interesses corporativos e direitos civis. Como a população de Salvador se posicionará sobre esse tema? Sua voz é necessária para garantir um futuro justo! Deixe seu comentário e compartilhe suas opiniões.

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