“Foi herói”: motoboy abre mão da corrida para salvar estudante no Enem

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ENEM

Diante de um exame tão competitivo e exaustivo, ainda existe espaço para pequenas gentilezas que têm impacto real

Iarla Queiroz

Portão da Uneb, minutos antes do fechamento dos portões

Portão da Uneb, minutos antes do fechamento dos portões –

Era uma tarde tensa, marcada pelo nervosismo de centenas de estudantes que se preparavam para encarar o segundo dia do Enem 2025. Faltavam menos de dois minutos para os portões da Uneb se fecharem, quando uma cena de pura solidariedade se destacou amid a adrenalina dos candidatos. Uma estudante, vinda da Estrada das Barreiras, fazia o possível para chegar a tempo e enfrentar as provas de Ciências da Natureza e Matemática.

Na frente, o motoboy Mateus acelerava na esperança de que, por um milagre, ela conseguisse entrar a tempo. E, em um gesto de generosidade, decidiu abrir mão do valor da corrida, priorizando a chance dela não perder o dia tão crucial.

Ao parar em frente ao campus, sem sequer desligar a moto, ele declarou que a corrida seria por conta da casa. O que Mateus não esperava era que sua bondade fosse vista por Luciana Silva, uma servidora da Secretaria da Educação da Bahia que observava a movimentação do local.

“A viagem foi R$ 5, mas você vai ganhar R$ 10 porque foi um herói”, disse Luciana, enquanto se aproximava de Mateus para recompensá-lo. Aquela afirmação não apenas arrancou sorrisos, mas também um suspiro de alívio entre os jovens que já se preparavam para o estalo das portas se fechando exatamente às 13h.

Aquilo que normalmente era um frenesi de corridas e desespero fez uma pausa significativa. Por alguns instantes, a disputa contra o relógio transformou-se em um ato coletivo de empatia.

Os portões da Uneb, assim como em todo o Brasil, abriram ao meio-dia e fecharam pontualmente às 13h, não permitindo que mais ninguém entrasse. A prova começou às 13h30, abrangendo 90 questões objetivas de Matemática e Ciências da Natureza — o dia mais exigente para boa parte dos estudantes.

No domingo anterior, os candidatos já haviam enfrentado desafios em linguagens, ciências humanas e uma redação que pedia reflexões sobre as perspectivas do envelhecimento na sociedade brasileira.

Esses momentos de bondade em meio à pressão do Enem nos fazem lembrar que, mesmo em situações de alta competitividade, a empatia pode brilhar. Que outras histórias semelhantes você já presenciou ou viveu? Comente abaixo suas experiências!

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