CARNAVAL
Desafios e Vitórias das Cordeiras no Carnaval

Cordeiras no Carnaval Circuito Barra/Ondina – Circuito Dodô –
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As mulheres que atuam como cordeiras nos trios elétricos do Carnaval enfrentam desafios únicos e preocupantes. Além do esforço físico exigido durante longas horas, relatos de desrespeito tanto de foliões quanto de colegas homens persistem nesse ambiente de festa.
Cristiane de Lima Pereira, com 8 anos de experiência, compartilha a dura realidade: “A parte mais difícil é que nós não somos respeitadas. Os homens insistem em passar por cima.” Um sentimento amargo que ecoa entre muitas profissionais da área, como Simone Gonzaga, que, há 10 anos, se sente desvalorizada e triste por ser tratada como inferior. “Algumas pessoas não respeitam a gente, e isso dói”, desabafou.
O Assédio como Parte da Realidade
O assédio é uma questão relevante nesse contexto. Simone comenta que há homens que, apesar das brincadeiras, buscam confusão e fazem ameaças. “Tudo isso a gente passa, mas precisamos trabalhar e ganhar o nosso dinheiro”, afirma. Vitória Ribeiro, que está na função há dois anos, observa: “Quando tem homem pedindo passagem, é mais fácil. Mas, em muitos blocos, é complicado.”
Esses relatos revelam um panorama desconcertante do machismo ainda presente na folia. No entanto, as cordeiras encontram apoio entre as amigas de trabalho, compartilhando experiências e superando as adversidades juntas.
A Alegria no Meio dos Desafios
Apesar dos obstáculos, a profissão também proporciona momentos de alegria. Natália Bispo, com 12 anos de carreira, destaca as vantagens: “A gente tem a oportunidade de curtir e ainda ganhar dinheiro.” A experiência positiva dela contrasta com as dificuldades enfrentadas por outras profissionais, mostrando que, mesmo em meio a tantos desafios, há quem encontre felicidade e realização no trabalho.

Vitória Ribeiro e amigas | Foto: Dara Medeiros | Ag. A TARDE
O Carnaval se revela, assim, uma arena de conflitos e vitórias. É uma celebração intensa que traz à tona questões como igualdade de gênero e respeito. A luta dessas mulheres deve ecoar, não apenas durante a folia, mas também nas discussões sobre seus direitos e dignidade dentro e fora dos blocos.

Natália Bispo | Foto: Dara Medeiros | Ag. A TARDE
E você, o que pensa sobre a presença feminina no Carnaval? Comente abaixo e compartilhe suas ideias. Essas mulheres merecem respeito e reconhecimento. Vamos levantar essa voz juntos!