Porteiras se abrem para o novo milho e intensificam a competição internacional na Bahia

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Sorgo tem apontado alta produtividade na Bahia –

A crescente popularidade do sorgo no Brasil, especialmente na Bahia, revela uma revolução agrícola promissora. Com sua alta resistência e baixa necessidade de água, este cereal, originário da África, está se destacando na segunda safra, logo após a colheita da safra de verão. O sorgo apresenta-se como uma alternativa econômica e viável, competindo lado a lado com o milho.

Entre 2021 e 2025, a produção de sorgo cresceu 21,1% anualmente, enquanto suas expectativas para a safra 2025/26 indicam uma colheita de 356,3 milhões de toneladas, uma significativa elevação em relação ao ano anterior. O preço do sorgo, essencial para o mercado, é atrelado ao do milho, influenciado por fatores como a Bolsa de Chicago e a demandação interna.

Bahia: Um Novo Polo Global

Esse cenário permite ao sorgo conquistar destaque no mercado internacional. A China, por exemplo, recentemente autorizou importações do cereal, posicionando-se como um dos principais demandantes globais. Paulo Bertolini, presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Milho e Sorgo (Abramilho), destaca que a cultura não apenas minimiza riscos para os agricultores, mas também oferece um custo de implantação inferior em comparação à segunda safra de milho.

O Brasil ocupa a terceira posição mundial na produção de sorgo, e a Bahia se destaca em suas estratégias para potencializar a produtividade desse “novo milho”. Os agricultores no oeste da Bahia estão percebendo um avanço no cultivo, com expectativas otimistas para os períodos chuvosos que podem aumentar tanto a cobertura de plantio quanto a produtividade.

Oportunidades e Desafios no Cenário Atual

A Inpasa, uma das maiores biorefinarias do mundo, entrou em ação em Luís Eduardo Magalhães, reconhecendo a importância do sorgo em sua operação. Com capacidade para produzir etanol, subprodutos para alimentação animal, óleo vegetal e energia elétrica, a unidade se compromete a transformar o oeste baiano, utilizando o sorgo de maneira robusta e já começando a exportá-lo.

Entretanto, o alto custo de fertilizantes e defensivos, agravado por problemas globais, levanta questões sobre a sustentabilidade das safras de grãos no Brasil, trazendo à tona a necessidade urgente de eficiência operacional e adaptação no setor. Se não houver uma estratégia sólida para enfrentar esse desafio, o futuro do agronegócio brasileiro poderá estar em risco.

Agora é a sua vez de se manifestar! O que você acha sobre o potencial do sorgo na Bahia? Deixe sua opinião nos comentários abaixo!

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