O sofrimento de Mãe Gilda e suas repercussões sociais

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OPINIÃO

Editorial de A TARDE desta quarta-feira, 21

Redação

Por Redação

21/01/2026 – 0:26 h

Busto de Mãe Gilda

Busto de Mãe Gilda –

O relacionamento de cada consciência humana com a dimensão divinal diz respeito às escolhas pessoais, vedadas quaisquer tentativas de cerceamento. Essa é uma interpretação poderosa para celebrar o Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa.

Instituído pela Lei 11.635 de 2007, esta efeméride honra a memória de Mãe Gilda de Ogum, cuja morte repentina em 2000, em decorrência de ataques de intolerância, refletiu a luta pela liberdade de fé. A comoção na comunidade do candomblé e em outras religiões a|mpla essa discussão, tocando um tema sensível e urgência: a dignidade nas práticas espirituais.

Liberdade Religiosa: Um Direito Fundamental

O dia de homenagem a Gilda coincide com novos relatos sobre o crescimento das comunidades de terreiro e os esforços das autoridades em coibir o racismo religioso. É essencial entender que a liberdade é um pilar fundamental, também para aqueles que não professam religião. A distinção entre religiões organizadas e a vivência da espiritualidade no cotidiano é crucial.

Vivemos em um país onde a pluralidade deve ser respeitada. Politeístas têm a liberdade de interagir com diversas divindades, desde Hermes a Oxalufã. O espaço para crenças variadas é não apenas aceitável, mas desejável, promovendo um rico intercâmbio cultural e espiritual.

Intolerância: Um Vício a Ser Combatido

Contudo, o que leva a fanatismos que ameaçam esse espaço de convivência? É a urgência de respeitar o outro que deve prevalecer. Exemplos históricos mostram como a intolerância pode devastar vidas e culturas, tornando o empoderamento religioso uma meta vital.

Assim, este dia deve ser um convite à reflexão: podemos construir um futuro onde a diversidade religiosa seja uma fonte de força? O caminho é longo, mas cada passo em direção à aceitação e compreensão mútua faz toda a diferença.

Para aprofundar essa discussão, suas ideias e opiniões são bem-vindas. Como você vê o papel da religião na sociedade contemporânea? Compartilhe suas reflexões!

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