Polícia inicia operação contra quadrilha suspeita de fraudes fiscais no setor de combustíveis

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Operação Primus II

A Bahia protagoniza uma intensa batalha contra a sonegação fiscal com a operação “Primus II – Fase Deuteros”. Nesta quarta-feira (17), a força-tarefa, que une Ministério Público, Polícia Civil e órgãos fiscais, desferiu um golpe em um esquema que poderia ter gerado cerca de R$ 4 milhões em perdas ao erário. Mandados de busca foram cumpridos em Feira de Santana e Conceição do Jacuípe, revelando uma intrincada rede de empresas usadas como “testas de ferro”.

Entre os alvos da operação, destacam-se quatro indivíduos que operavam como intermediários, ocultando o real controle de aproximadamente 14 empresas. Além deles, uma contadora, envolvida na escrituração contábil das firmas, também enfrentou investigações. O empresário condenado por organizar esse esquema criminoso, que inclui lavagem de dinheiro e comercialização irregular de combustíveis, já havia sido alvo em investigações anteriores.

Estratégias de Sonegação e Lavagem de Dinheiro

As táticas utilizadas pelo grupo criminoso são sofisticadas. A interposição fictícia de sócios visa atrasar indefinidamente o pagamento do ICMS, resultando em lucros ilícitos que podem ser ainda maiores do que os valores já apurados como prejuízo ao Estado. As investigações revelaram um esquema de lavagem de dinheiro por meio da criação de novas empresas em nome de laranjas. A operação bloqueou bens de cinco pessoas físicas e três jurídicas, agregando esforços de mais de 60 servidores envolvidos.

Um Olhar Sobre a Primeira Fase

A fase inicial da operação “Primus” foi deflagrada em outubro, desarticulando uma organização criminosa com ramificações nos estados de São Paulo e Rio de Janeiro. Na ocasião, mais de 74 medidas judiciais foram executadas, resultando em apreensões de veículos de luxo e armamentos, além de bloqueio e sequestro de R$ 6,5 bilhões em bens. A eficiência da força-tarefa reflete a seriedade da luta contra a criminalidade econômica na Bahia e a proteção do erário.

As movimentações da Força-Tarefa são um alerta para criminosos e um chamado à sociedade sobre a importância da transparência e cumprimento das obrigações fiscais. Sua atuação não apenas busca punir os infratores, mas também restaurar a confiança nas instituições e no sistema tributário. O que você pensa sobre essa iniciativa? Comente abaixo e participe dessa discussão crucial!

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