Os shoppings centers no Brasil enfrentam uma situação alarmante: uma queda histórica de 6,2% no número de visitantes entre 2019 e 2023. Isso equivale à ausência mensal de aproximadamente 5 milhões de pessoas, resultando em uma diminuição significativa no volume de compras e ações alarmantes para os lojistas, que veem seus espaços sendo invadidos pelas lojas online.
Aumento de Faturamento: Um Paradoxo?
Surpreendentemente, mesmo com a diminuição dos frequentadores, o faturamento nominal dos shoppings cresceu 4,2% nesse mesmo período, atingindo a impressionante marca de R$ 200,9 bilhões. Esse fenômeno se deve ao aumento do “ticket médio” dos consumidores, que deixam de ir ao shopping com frequência, mas quando vão, gastam mais. Esse comportamento revela um paradoxo preocupante: menos visitas, mas mais gastos nas ocasiões em que as pessoas optam por ir às compras.
Expansão em Meio à Crise
Os números também indicam que o Brasil contava com 658 shoppings em 2025, uma expansão de 14% desde 2019, resultando em 18,3 milhões de metros quadrados de Área Bruta Locável (ABL). Essa expansão em um cenário de desafios coloca os investidores em uma posição delicada: como atrair consumidores de volta, revitalizando a experiência de compra para competir com a facilidade do comércio eletrônico?
A situação é crítica, mas também uma oportunidade: como os shoppings poderão se reinventar para não só sobreviver, mas prosperar nesse novo cenário? As ideias estão em aberto, e a interação com os consumidores será fundamental para a construção de um futuro vibrante. E você, o que acha que poderia ser feito para revitalizar os shoppings? Compartilhe sua opinião!