A Justiça da Bahia decidiu que João Victor Santos, de 20 anos, acusou de atropelar e matar a policial rodoviária federal aposentada Martha Maria dos Santos, será levado a júri popular. A determinação, assinada na terça-feira, 26, ainda pode ser contestada pela defesa, mas avança o caso para o Tribunal do Júri, conforme relato da família da vítima.
A Tragédia que Chocou a Bahia
O acidente ocorreu em outubro de 2025, na Avenida Paulo VI, em Salvador, quando Martha Maria, enquanto treinava para uma corrida, foi atingida por um veículo. Ela foi socorrida em estado grave e faleceu dez dias depois no Hospital Geral do Estado (HGE). Os detalhes da investigação revelam que João Victor conduzia o carro da mãe na contramão e fugiu sem prestar socorro.
Fuga e Tentativa de Ocultar Provas
As investigações apontaram que João Victor não possuía Carteira Nacional de Habilitação (CNH) e tentou ocultar o crime ao pedir a um amigo que consertasse o carro, alterando até o para-brisa. Imagens de câmeras de segurança mostraram o momento exato em que o motorista trafegava pela contramão e fugiu sem assistência à vítima. Este ato de desespero poderá aumentar a sua pena no julgamento.
Martha Maria, por sua vez, deixou um legado significativo. A primeira mulher a comandar o Sindicato dos Policiais Rodoviários Federais da Bahia (SINPRF-BA), dedicou sua vida à segurança pública e a ações humanitárias. Envolvida em causas sociais, ela se preparava para competições, incluindo a famosa Corrida de São Silvestre.
O TJ-BA espera o fim do período para apresentação de recursos para agendar o júri. Este caso não é apenas um reflexo da tragédia pessoal, mas também um chamado à reflexão sobre a responsabilidade no trânsito e a vida que foi abruptamente interrompida.
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