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Colecionadores de Salvador guardam memórias do futebol

Conheça o acervo de Paulo Leandro, onde cada camisa é um manifesto cultural –
A três meses da Copa do Mundo, o fervor do futebol em Salvador é palpável, refletido na rivalidade Ba-Vi que ainda ecoa após a final do estadual de 2026. Na capital baiana, camisas tricolores e rubro-negras se tornaram símbolos de discussões apaixonadas, repletas de histórias e memórias.
O Acervo que Conta Histórias
Entrando nesse universo, encontramos Paulo Leandro, um ícone no jornalismo esportivo, que guarda uma coleção com mais de 300 camisas. Ele não vê a paixão pelo futebol apenas como esporte, mas como uma experiência cultural rica. “Eu procuro preservar esse conhecimento que está se perdendo”, comenta. Sua primeira camisa, herdada do avô, simboliza seu amor pelo Vitória e o início de uma jornada de pesquisas.
Através de trocas com outros apaixonados e um profundo envolvimento acadêmico, Paulo converteu sua coleção em um legado. Cada camisa, de clubes como o Corinthians e o St. Pauli, representa não só times, mas momentos políticos e sociais significativos. O movimento da Democracia Corinthiana, por exemplo, transcendeu o campo, envolvendo ativismo em tempos de repressão.
Memórias Vivas em Cada Peça
Na busca pela preservação da história do futebol baiano, Paulo reconstitui camisas de clubes extintos, como o Internacional de Cricket e o São Salvador, sempre respeitando as cores e designs originais. “Seria arrogância dizer que faço réplicas de camisas de 1905”, destaca ele, revelando a complexidade de sua coleção.
Os sentimentos em torno das camisas não são exclusivos de Paulo. Sidney Brito, um fervoroso torcedor do Bahia, abandonou a seleção em 1989 após um episódio decepcionante, enquanto Luiz Luz, torcedor ao Ypiranga, carrega o orgulho de sua história e legado, incluindo a primeira publicidade estampada no futebol brasileiro. “O Ypiranga já estampava o patrocínio da Fratelli Vita na década de 1960”, explica.
Assim, a história do futebol em Salvador é tecida por cada camisa, uma narrativa viva de paixão, luta e cultura. Como você se relaciona com a sua história no esporte? Compartilhe suas memórias nos comentários e traga suas experiências para o debate!