Voto feminino no Brasil celebra 94 anos, enquanto mulheres destacam os desafios que ainda enfrentam

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24 de fevereiro de 1932. O então presidente Getúlio Vargas promulgou o decreto Nº 21.076, que estabeleceu o voto feminino no Brasil, resultado da luta inabalável das mulheres pelo reconhecimento político. Um marco que, quase um século depois, ainda revela contrastes entre avançadas conquistas e barreiras persistentes na política.

O decreto afirmou que qualquer cidadão maior de 21 anos poderia votar, independente do sexo, um passo essencial para a democracia no país.

Imagem ilustrativa da imagem Voto feminino no Brasil completa 94 anos; mulheres apontam desafios

Pioneirismo Potiguar e Conquistas Históricas

O Rio Grande do Norte foi pioneiro ao garantir o voto feminino na década de 1920, com a Lei Estadual 660 de 1927. Celina Guimarães se destacou como a primeira mulher a votar oficialmente, pavimentando o caminho para Alzira Soriano, a primeira mulher eleita prefeita da América Latina em 1933. Essa trajetória impulsionou a participação feminina, com o estado elegendo três governadoras, um feito inédito quase um século depois.

Em 1934, a Assembleia Constituinte instituiu o voto obrigatório para mulheres apenas se exercessem funções públicas remuneradas, reafirmando desigualdades até o pleno reconhecimento em 1965.

Luta por Igualdade e Representatividade

Durante uma conversa sobre a importância do voto, a deputada Olívia Santana (PCdoB) ressaltou a necessidade de mulheres e homens votarem em candidatas, promovendo um verdadeiro equilíbrio de poder. Ela denuncia a invisibilidade das mulheres negras na política e destaca a urgência de um esforço coletivo para assegurar maior representação e investimento em candidaturas femininas.

Olívia Santana, deputada estadual

A presidente da Assembleia Legislativa da Bahia, Ivana Bastos (PSD), enfatiza os desafios culturais enfrentados pelas mulheres, ressaltando a resistência histórica e a importância de fortalecer sua presença em espaços decisórios. Sua liderança simboliza uma nova era, onde as vozes femininas ganham centralidade na esfera política.

Olívia ainda mencionou: “A luta por igualdade não pode parar. Precisamos de mais mulheres votando e sendo votadas, especialmente as negras, que enfrentam desafios ainda mais profundos.” Essa mensagem ecoa entre as que já conquistaram espaço, como a primeira prefeita de Salvador, Lídice da Mata, que clama por mais direitos e segurança para todas as mulheres.

Lídice da Mata, primeira mulher prefeita de Salvador

Superando Barreiras e Consolidando Avanços

A trajetória de Lídice da Mata e outras figuras femininas é crucial para entender como a política brasileira se transforma. Os desafios enfrentados por elas revelam processos complexos de luta por visibilidade e respeito. Ivana Bastos ressalta que “o principal desafio ainda é cultural”, enfatizando a necessidade de promover mudanças estruturais que garantam a plena participação feminina.

Cada conquista, embora celebrada, é um lembrete de que a batalha pela igualdade e pela voz ativa das mulheres na política está longe de ser finalizada.

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Essas histórias inspiradoras não são apenas recordações, mas um convite à ação. Precisamos propagar a consciência sobre a importância do voto feminino e garantir que a luta por igualdade continue a ecoar nas próximas gerações. Comente e compartilhe suas reflexões sobre a participação feminina na política!

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