Brasil dispõe de uma estratégia inovadora para enfrentar a crise do petróleo, segundo The Economist

Compartilhe

A escalada do conflito entre Estados Unidos, Israel e Irã impulsionou os preços do petróleo, surpreendendo a maioria das nações. Contudo, de acordo com a The Economist, o Brasil se destacou, apoiado por uma sofisticada indústria de biocombustíveis que protege sua economia. A Petrobras desempenha um papel crucial na absorção de custos, enquanto a competitividade dos biocombustíveis minimiza os impactos negativos da guerra.

Brasil: Gigante do Biocombustível

A revista enfatiza que o Brasil é o segundo maior produtor de etanol e o terceiro de biodiesel. Aproximadamente 75% dos veículos leves brasileiros são flex, funcionando com álcool ou gasolina. Essa diversidade reduz a dependência de combustíveis fósseis importados, blindando o país contra flutuações de mercado. Enquanto outros países enfrentam aumentos de 30% a 40% nos preços dos combustíveis, no Brasil a alta foi entre 10% e 20% desde o início do conflito.

Entretanto, o Brasil não está imune às consequências da alta global. O encarecimento do diesel, essencial para o transporte de cargas, trouxe preocupação quanto a uma possível greve de caminhoneiros, embora esse cenário tenha sido descartado. O aumento no diesel pode afetar o preço de outros produtos, gerando um efeito cascata indesejado.

História de Resiliência

Evandro Gussi, da Unica, cita que este não é um evento isolado; os biocombustíveis já protegeram o Brasil em crises anteriores. Desde a criação do Proálcool após a crise do petróleo em 1973 até os primeiros carros flex, lançados em 2003, o país vem investindo na independência energética. O presidente Lula, por sua vez, é um defensor da expansão do setor, reconhecendo sua capacidade de fortalecer a soberania nacional e reduzir a poluição.

Contudo, a situação não é isenta de desafios. Mário Campos, da Bioenergia Brasil, destaca que os biocombustíveis não eliminam os custos crescentes impostos pelo preço do petróleo. Se o etanol se tornar mais acessível, isso pode resultar em um aumento no seu preço. Além disso, custos elevados de gás natural impactam fertilizantes, afetando diretamente a produção de biocombustíveis, que, em contrapartida, têm potencial para prosperar em um cenário de instabilidade no Oriente Médio.

E você, o que pensa sobre a capacidade do Brasil em se manter independente em um cenário de crise global? Deixe seu comentário e compartilhe sua opinião!

Você sabia que o Itamaraju Notícias está no Facebook, Instagram, Telegram, TikTok, Twitter e no Whatsapp? Siga-nos por lá.

Veja também

Mais para você