Na tarde de terça-feira (2), um incidente alarmante abalou o distrito de Cerro Azul-Cañete, a 145 km de Lima, quando o carro de Rafael Belaúnde Llosa, pré-candidato à presidência do Peru, foi atingido por três tiros. Os disparos, direcionados ao parabrisa do lado do motorista, levantaram preocupações sobre a segurança dos candidatos no país. Felizmente, a Polícia Nacional do Peru informou que Llosa não sofreu ferimentos e está fora de perigo.
O ex-ministro do Interior, Gino Costa, expressou sua indignação nas redes sociais, compartilhando uma imagem de Llosa marcada por sangue, e clamou por investigações rigorosas. “É fundamental que o governo garanta a segurança dos candidatos e que a justiça atue rapidamente contra os responsáveis”, afirmou Costa, ressaltando a necessidade urgente de combater a violência que permeia o ambiente eleitoral.
Rafael Belaúnde Llosa, neto do ex-presidente Fernando Belaúnde Terry, é um economista e empresário que se destacou como ministro de Energia e Minas do Peru em 2020. Em 2022, fundou o partido liberal Libertad Popular, apresentando-se como uma alternativa aos partidos tradicionais, frequentemente criticados por seus vínculos com a corrupção.
O cenário político no Peru é marcado por uma séria instabilidade, com sete presidentes assumindo o cargo nos últimos cinco anos. Desde a saída de Ollanta Humala, em 2016, o país tem vivido uma sucessão de crises. Atualmente, o governo está sob a liderança de José Jerí, que tomou posse em outubro após a destituição de Dina Boluarte pelo Parlamento.
À medida que se aproxima a eleição geral marcada para 12 de abril de 2026, que decidirá presidentes, vice-presidentes e parlamentares, a situação continua a suscitar preocupações entre a população peruana. A segurança dos candidatos e a estabilidade do processo democrático são temas urgentes que exigem atenção e ação imediata.
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