Deolane expõe como fintechs potencializaram recursos do PCC, segundo a polícia

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A Polícia Civil de São Paulo revelou uma vasta rede de movimentações financeiras ilícitas ligadas à advogada e influenciadora Deolane Bezerra Santos, associada ao Primeiro Comando da Capital (PCC). Após quase uma década de investigações, o uso de fintechs se destaca como um fator crucial na expansão das operações financeiras do grupo criminoso. A análise prospectou a falsa façade de ordem financeira da advogada, com movimentações que superam R$ 140 milhões.

Análise Financeira Sob Suspeita

Na madrugada do dia 21, Deolane foi detida em sua residência na Grande São Paulo, após retornar de uma viagem à Roma. De acordo com a investigação, o período de 9 de julho de 2022 a 9 de maio de 2024 revelou um crescimento desenfreado nas movimentações. Inicialmente, Deolane operava com valores moderados, mas, a partir de meados de 2022, os registros saltaram exponencialmente, acumulando mais de R$ 30 milhões oriundos de meios de pagamento digitais. Isso não só levantou suspeitas, mas evidenciou um padrão típico de fracionamento ao qual o crime organizado se adapta.

A Roda dos Laranjas

Uma das descobertas mais impactantes foi o uso sistemático de laranjas. Deolane supostamente adquiriu veículos de luxo, como um Porsche avaliado em R$ 1 milhão, utilizando outros como fachada para ocultar a origem do dinheiro. Além disso, sua irmã, Dayanne, também se envolveu em transações suspeitas, tentando sacar R$ 1 milhão em espécie. Este emaranhado financeiro trouxe à tona empresas que não tinham atividade compatível com os valores movimentados.

Com o aprofundamento das investigações, a Polícia Civil identificou que múltiplas empresas estavam interligadas, incluindo a Bezerra Publicidade e Comunicação Ltda. A força-tarefa da Operação Vérnix não se restringe a apenas Deolane, mas abrange outros cinco investigados, incluindo Marco Camacho, o “Marcola”, o líder do PCC, reforçando a complexidade das ligações entre o crime organizado e os novos ambientes financeiros digitais.

O cenário é alarmante: a adaptação das organizações criminosas ao universo digital exige uma resposta coordenada das autoridades para coibir esse avanço. Como você vê essa nova forma de crime financeiro em tempos de digitalização? Compartilhe suas ideias nos comentários.

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