Delegado esclarece as circunstâncias das seis novas mortes sob investigação em hospital do DF

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Hospital Anchieta

O mistério e a gravidade das novas investigações no Hospital Anchieta estão gerando alvoroço. Seis mortes registradas no local estão sendo analisadas, todas por paradas cardiorrespiratórias, possivelmente resultantes de ações deliberadas de técnicos de enfermagem presos. O delegado Raphael Seixas revela: “As causas das mortes foram fundamentais para instaurar os inquéritos, considerando também o atendimento e a equipe envolvida”.

A situação se agrava ao descobrir que uma das vítimas recebeu uma substância letal, utilizada em outro caso em 2025. Apesar disso, Seixas alerta que a relação entre a substância e as mortes ainda não está confirmada: “Aguarda-se a perícia do Instituto Médico Legal para mais informações”.

Investigações sem Câmeras

Um fator que poderá dificultar a investigação é a falta de gravações de segurança, já que os eventos ocorreram há algum tempo. “A ausência de imagens pode ser um desafio, mas analisaremos prescrições médicas e amostras de sangue”, enfatiza o delegado. Das nove mortes denunciadas, três foram descartadas, pois os técnicos não estavam presentes.

Com vítimas entre 73 e 83 anos, a Polícia Civil traça um perfil semelhante às ocorrências anteriores, levantando suspeitas sobre as causas das paradas cardiorrespiratórias repentinas. “As mortes não naturais e no período de trabalho dos técnicos serão apuradas”, garante Seixas.

O Hospital se Pronuncia

O Hospital Anchieta não hesitou em se manifestar: “Identificamos comportamentos atípicos e alertamos as autoridades de forma proativa”. Enfatizam ainda que a qualidade dos cuidados prestados segue os mais rigorosos padrões, e qualquer infortúnio se desvincula da atuação dos profissionais que estão sob investigação.

A investigação se ampliou para 13 mortes no total, com a Polícia Civil avaliando prontuários e escalas médicas. Os técnicos de enfermagem continuam em prisão preventiva, acusados de homicídio doloso, com penas que podem chegar a 30 anos.

As defesas clamam pela inocência de seus clientes, enquanto o Hospital Anchieta reafirma sua colaboração plena com as autoridades. Em meio a essa tensão, a comunidade clama por respostas e accountability das instituições envolvidas.

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