
Após o feriado de Natal, o mercado financeiro já começou a mostrar movimentações significativas. O dólar encerrou a última sexta-feira (26) com uma leve alta de 0,25%, cotando-se a R$5,5451. No acumulado da semana, a moeda subiu 0,26%, mas no ano, registra uma baixa de 10,26%.
Reação ao Cenário Político
A alta no dólar está estreitamente ligada à confirmação do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) como candidato à presidência de 2026, indicado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro. Essa escolha gera tensões, especialmente com a expectativa de que pode prejudicar o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, um nome mais forte aos olhos do mercado.
Logo pela manhã, o dólar chegou a alcançar R$5,5680, um aumento de 0,66%. Em resposta, o Banco Central realizou leilões de venda de dólares, movimentando US$2 bilhões com o objetivo de atender à demanda neste período elevado de remessas, quando empresas buscam pagar dividendos aos acionistas.
Impulso nas Transações Financeiras
Este ano, a estratégia de envio de dividendos ao exterior foi ampliada por multinacionais que desejam evitar a futura taxação de 10% sobre essas remessas a partir de janeiro de 2026. As operações do Banco Central visam estabilizar o mercado e garantir a liquidez necessária para esses pagamentos.
Após os leilões, o dólar apresentou uma leve queda, registrando um valor mínimo de R$5,5204, mas logo recuperou-se, mantendo a tendência de alta no período.
No cenário internacional, com muitos mercados fechados, o dólar também se valorizou em relação a outras divisas, como o iene e o euro. O índice que mede seu desempenho frente a uma cesta de divisas subiu 0,07%, mantendo-se em 98,009.
Como o mercado financeiro continuará a reagir às movimentações políticas nos próximos dias? Deixe sua opinião nos comentários!