
SÃO PAULO, 26 Mar (Reuters) – Com uma onda de aversão ao risco, a bolsa paulista passou por uma forte correção, encerrando um ciclo de três altas consecutivas. O Ibovespa (IBOV) caiu 1,45%, fechando a 182.732,67 pontos, impactado por incertezas geopolíticas e pelos altos preços do petróleo.
O barril do petróleo Brent subiu 5,66%, alcançando US$108,01. Enquanto isso, o S&P 500 deslizou 1,74%, refletindo a preocupação global com a estabilidade no Oriente Médio. O presidente dos EUA, Donald Trump, acentuou essa tensão ao afirmar que o Irã precisa negociar para evitar uma ofensiva militar, mas a resposta iraniana classificou a proposta americana como “unilateral e injusta”.
Inflação em Alta e Expectativas de Juros
No cenário interno, o IPCA-15 de março indicou alta de 0,44%, superando a previsão de 0,29%. Isso foi impulsionado, principalmente, por aumentos nas passagens aéreas e nos preços de alimentos. Economistas do Bradesco (BBDC4) alertaram que os altos custos de combustíveis e fertilizantes devem dificultar uma queda rápida nos preços, destacando a geopolítica como o principal risco inflacionário deste ano.
Apesar da instabilidade, os especialistas do Safra acreditam que há espaço para cortes de juros, incentivando os investidores a explorarem oportunidades no mercado acionário e elevando a projeção do Ibovespa para 220 mil pontos até o final do ano.
Destaques do Mercado
Entre as ações mais notáveis, a AMERICANAS ON (AMER3) teve um salto impressionante de 12,62% após anunciar a redução de prejuízos e o pedido de fim de recuperação judicial. Em contraste, o ITAÚ UNIBANCO PN (ITUB4) caiu 2,69%, à sombra de uma preocupação crescente com o endividamento da população. Adicionalmente, BRADESCO PN (BBDC4) e BANCO DO BRASIL ON (BBAS3) também recuaram, refletindo um dia difícil para as ações bancárias.
A PETROBRAS PN (PETR4) se destacou com uma alta de 1,09%, acompanhando a valorização do petróleo e anunciando uma nova descoberta significativa. Já a EQUATORIAL ON (EQTL3) perdeu 5,24% após a divulgação de uma queda de 20,7% no lucro, enquanto a JBS (BDR: JBSS32) avançou 5,65% com a aprovação de dividendos atrativos.
Os resultados mistos e a volatilidade no mercado levantam questionamentos sobre quais ações podem prosperar neste clima instável. O que você acha que acontecerá nos próximos dias? Compartilhe sua opinião nos comentários!