A Petrobras (PETR3; PETR4) divulgou os resultados do primeiro trimestre de 2026, revelando um lucro líquido de R$ 32,66 bilhões, em linha com as expectativas de analistas que projetavam R$ 30 bilhões. No entanto, o número representa uma queda de 7,2% em relação ao mesmo período do ano anterior, quando o lucro foi de R$ 35,2 bilhões.
Embora a empresa tenha apresentado um Ebitda ajustado de R$ 59,6 bilhões, houve uma leve redução de 2,4% comparado ao mesmo trimestre de 2025. Sem os ajustes, o Ebitda atingiria R$ 62,88 bilhões, refletindo uma leve alta de 1,4%. A receita de vendas também teve um pequeno crescimento de 0,4%, totalizando R$ 123,86 bilhões.
O fluxo de caixa livre, uma métrica crucial para analistas, caiu 22,9%, totalizando R$ 20 bilhões. Essa diminuição foi atribuída a desafios como o impacto do capital de giro, que afetou os estoques e resultou em um efeito negativo de R$ 1,5 bilhão. A empresa destacou também a subvenção do óleo diesel como um fator de influência negativa, com valores a receber do Governo Federal alcançando R$ 741 milhões.
Aumento da Dívida e Investimentos em Alta
A dívida líquida da Petrobras aumentou 10,8%, totalizando US$ 62 bilhões. Apesar disso, a alavancagem da companhia está em 1,43x, refletindo uma leve queda em relação ao ano anterior. Os investimentos no trimestre somaram US$ 5,1 bilhões, cuja redução de 19,1% em relação ao quarto trimestre de 2025 contrasta com um aumento de 25,6% em comparação ao primeiro trimestre de 2025, com o segmento de Exploração e Produção concentrando 87,4% do Capex.
Na análise futura, a Petrobras observou que o preço do petróleo teve aumento médio, com o barril Brent a US$ 80,61, um crescimento de 6,5% comparado ao ano anterior. Contudo, a companhia enfatiza que os efeitos desse aumento ainda não se refletem nas receitas, especialmente devido aos tempos de embarque e venda no mercado asiático, onde a precificação é baseada nas cotações do mês anterior à chegada da carga.
“O aumento recente dos preços do petróleo praticamente não se refletiu nas receitas do 1º trimestre”, destacou a empresa. Com isso, as expectativas de melhora nas receitas podem estar reservadas para o segundo trimestre, levando investidores e analistas a monitorar as próximas movimentações da Petrobras.
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