Petróleo WTI ultrapassa US$ 100 diante da ameaça às exportações do Irã e incertezas no estreito de Ormuz

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Os preços do petróleo dispararam neste domingo (15), com o barril do tipo WTI ultrapassando os US$ 100. O aumento é impulsionado pela ameaça do governo Donald Trump de atacar instalações de exportação de petróleo no Irã, especificamente na ilha de Kharg. Às 19h04, o petróleo americano registrou uma alta de 1,68%, atingindo US$ 100,37 por barril, enquanto o Brent, referência internacional, subiu 2,15%, alcançando US$ 105,36.

Na sexta-feira, Trump ordenou ataques direcionados a ativos militares iranianos em Kharg e, embora a infraestrutura de petróleo tenha permanecido intacta até o momento, o presidente alertou que um ataque às instalações de exportação do Irã poderá ocorrer, caso o país continue bloqueando o Estreito de Ormuz. Essa área é crucial, já que cerca de 90% das exportações iranianas passam por ali, segundo dados do JPMorgan.

Ameaças Repetidas e Consequências Econômicas

O embaixador dos EUA na ONU, Mike Waltz, reiterou essa ameaça, afirmando que o foco inicial foram apenas as instalações militares, mas a infraestrutura energética também está sob mira. O cenário se agrava ainda mais com novos pedidos de Trump para que outros países enviem navios de guerra, visando garantir a segurança do estreito. Recentemente, mísseis e drones iranianos já causaram danos em regiões críticas, evidenciando a instabilidade crescente na área.

Além das tensões, o secretário de Energia dos EUA, Chris Wright, adiantou que a guerra pode se resolver em breve, mas não garantiu que os preços do petróleo cairão nesse período. Enquanto isso, a alta nos preços do petróleo já ultrapassa 40% desde o início das hostilidades, com o Brent ultrapassando os US$ 100 pela primeira vez em quatro anos, mesmo com mais de 30 países tendo liberado 400 milhões de barris de estoques estratégicos para conter a crise.

Um Futuro Incerto

A interrupção do tráfego no Estreito de Ormuz, a principal rota de comércio global de petróleo, elevou ainda mais a tensão. Os ataques iranianos a petroleiros levaram ao que é considerado a maior interrupção de oferta da história. Com os preços em alta e as incertezas políticas, o mercado observa atentamente os próximos passos dos EUA e de seus aliados.

A pergunta é: até quando essa escalada seguirá? A situação exige atenção, e sua repercussão afetará diretamente o bolso do consumidor. O que você acha que deve ser feito para garantir a estabilidade no mercado de petróleo? Deixe sua opinião nos comentários.

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