Sabesp: por que o reajuste tarifário tira um importante fator de risco para as ações

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Na última segunda-feira, a Agência Reguladora de Saneamento e Energia do Estado de São Paulo (ARSESP) trouxe um marco importante ao divulgar a nota técnica sobre o reajuste tarifário da Sabesp. Com uma demanda total de R$ 24,9 bilhões, esse número reflete as expectativas do mercado e teve impacto direto nas ações da empresa, que subiram 2,10% e agora são avaliadas em R$ 142,67.

O reajuste final, de 6,8%, está programado para ser implementado em 1º de janeiro de 2026. Os especialistas do Itaú BBA, que consideram esse índice abaixo das expectativas, ressaltam que a adequação nos números foi em grande parte previsível, apesar de alguns ajustes financeiros terem gerado resultados variados. Este evento representa uma significativa diminuição de riscos, confirmando a competência da gestão da Sabesp após a privatização e trazendo maior clareza sobre a nova metodologia regulatória.

Além disso, o Itaú BBA reiterou sua recomendação de desempenho acima da média, com um preço-alvo de R$ 147,10 por ação até o final de 2026. A Ativa Investimentos, por sua vez, destaca que esse aumento reflete a inflação acumulada nos últimos 16 meses e é o primeiro reajuste desde a privatização, com um incremento de 10,6% nas tarifas de equilíbrio, enxergando a notícia de forma positiva para o cronograma regulatório.

O Bradesco BBI também comentou sobre a revisão tarifária, que se manteve alinhada às suas previsões, com uma receita ligeiramente acima, resultando em fluxo de caixa de aproximadamente R$ 460 milhões por ano. Embora alguns pontos ainda precisem de esclarecimentos, a avaliação é de que a revisão foi técnica, fundamental para a operação da Sabesp.

Por sua vez, o Goldman Sachs observou que a revisão tarifária ficou abaixo de suas estimativas, com uma receita requerida de R$ 25,3 bilhões. Eles notaram inconsistências, especialmente em ajustes pontuais que influenciaram negativamente a tarifa final. No entanto, o banco manteve uma perspectiva positiva, com um preço-alvo de R$ 156 para a ação.

O Morgan Stanley ressaltou a relevância desse primeiro ajuste, embora ofuscado por ajustes compensatórios pontuais. Eles notaram que os principais parâmetros regulatórios se alinharam amplamente com suas projeções, marcando uma redução significativa de riscos. Com o caminho regulatório agora mais claro, a Sabesp pode se concentrar em catalisadores positivos, como melhorias operacionais e investimentos futuros, levando a um preço-alvo de R$ 145.

Esse cenário, repleto de oportunidades e desafios, convida você a participar da discussão. O que você acha do reajuste tarifário da Sabesp? Deixe seu comentário e compartilhe sua opinião conosco!

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