Motivos por trás do coronel que ocultou cartucho da bala que vitimou a policial Gisele

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Entenda por que coronel escondeu cartucho de bala que matou PM Gisele - destaque galeria

Um dos principais indícios de que o tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto teria cometido fraude processual para forjar o suicídio da PM Gisele Alves Santana é que, até esta sexta-feira (20/3), ainda não havia sido encontrado o cartucho da munição usada no tiro que a vitimou. Para a polícia, a retirada do estojo da cena do crime foi intencional, visando dificultar a perícia e desmontar a versão de suicídio.

Gisele foi encontrada baleada na cabeça no apartamento do casal, no Brás, em 18 de fevereiro. A PM, abordada agressivamente, foi socorrida, mas não sobreviveu. O marido, Geraldo Neto, principal suspeito de feminicídio, foi preso no dia 18 de março.

A subtração do cartucho é considerada “a mais grave conduta de fraude processual”

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Material Fundamental para a Investigação

O cartucho, essencial para a investigação balística, seria a chave para reconstituir a dinâmica do disparo, confirmar o autor e validar a versão do investigado. Segundo o relatório, “a ocultação do estojo deflagrado configura, no mínimo, o crime de ‘ocultar objeto’ previsto no art. 347 do Código Penal”.

O inquérito apura a possível prática de feminicídio e fraude processual. Laudos técnicos reforçam que “indicam a inviabilidade da hipótese de suicídio”. A tentativa de alterar a cena do crime pode ter custado a vida de Gisele, evidenciando um planejamento deliberado do tenente-coronel.

Prisão e Repercussões Legais

A prisão de Geraldo foi justificada pela Justiça Militar, que apontou a necessidade de preservação da ordem pública e da disciplina militar. O magistrado destacou o risco de interferência nas investigações. O tenente-coronel, mesmo sendo um policial experiente, apresentou uma narrativa incompatível com os fatos registrados, como o tempo entre o disparo e o pedido de socorro.

Determinados elementos, como a ausência de sangue nas mãos do oficial e o comportamento suspeito após o crime, intensificaram as investigações. O advogado de Geraldo contesta a competência da Justiça Militar para processar o caso, alegando que os crimes ocorreram no âmbito privado.

Enquanto a sociedade aguarda respostas, cada novo desenvolvimento deste trágico caso provoca indignação. A morte de Gisele Alves Santana não deve ser esquecida, e a justiça precisa ser feita. Deixe sua opinião sobre este caso e suas implicações. Sua voz pode ser parte da mudança.

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