Recentemente, um estudo da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) revelou que o endividamento das famílias brasileiras permaneceu estável em **81,6%** em junho deste ano. Esse índice é o maior registrado até aqui. Contudo, nas faixas de renda que abrangem o programa **Desenrola 2.0**, a situação financeira apresentou um aumento nas dívidas.
Comparando com o mesmo período de 2025, houve um crescimento de **3,2 pontos percentuais** no endividamento, que passou de **78,4%**. Em relação a maio, a taxa se manteve a mesma. O levantamento mostra que o percentual considera famílias que possuem dívidas em diferentes modalidades, como cartão de crédito, empréstimos e prestações.
O índice de endividamento reflete aquelas que indicaram ter contas a vencer, podendo abranger cartão de crédito, cheque especial e outros compromissos financeiros.
Paradoxalmente, mesmo com o aumento das dívidas, a inadimplência continuou inalterada em **29,9%** em junho, a maior desde **novembro de 2025**. No entanto, a porcentagem de famílias que relataram não conseguir pagar suas contas em atraso apresentou uma leve queda: **12,2%** contra **12,3%** no mês anterior.
As faixas de renda de até **5 salários mínimos**, que são o foco do programa **Desenrola 2.0**, mostraram um aumento no endividamento. A única faixa que teve redução foi a de **5 a 10 salários mínimos**.
Abaixo, os números do endividamento por faixa de renda:
- Até **3 salários mínimos**: **84,7%** (+0,1 ponto percentual);
- De **3 a 5 salários mínimos**: **83,7%** (+0,6 ponto percentual);
- De **5 a 10 salários mínimos**: **78,3%** (-1,3 ponto percentual);
- Acima de **10 salários mínimos**: **71,4%** (sem variação).
Desenrola
O programa **Desenrola 2.0** foi lançado em **4 de maio** e entrou em operação no dia seguinte, com duração prevista de **90 dias**. Destinado a brasileiros com renda até **5 salários mínimos** (R$ **8.105**), o programa permite a renegociação de dívidas que estejam pendentes entre **90 dias e 2 anos**, desde que contraídas até janeiro de **2026**.
Critérios do Desenrola para Famílias
- Público-alvo: brasileiros com renda até **5 salários mínimos** (R$ **8.105**);
- Dívidas elegíveis: renegociação de dívidas atrasadas como cartão de crédito e empréstimos;
- Accesso: canais oficiais dos bancos.
Até o final de junho, o programa possibilitou que mais de **4,9 milhões** de pessoas saíssem dos cadastros de inadimplência, com descontos médios de **80%** nas renegociações.
E você, o que pensa sobre o impacto das dívidas e programas como o Desenrola 2.0 na vida financeira das famílias? Deixe sua opinião nos comentários!