Programa da Unesp busca envolver homens na luta contra o machismo e o assédio

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Maysa Furlan, reitora da Unesp - Metrópoles

Maysa Furlan: Primeira Mulher Reitora da Unesp Desde janeiro de 2025, Maysa Furlan ocupa um marco na história da Universidade Estadual Paulista (Unesp) ao ser a primeira mulher a assumir essa posição. Sua gestão tem sido marcada por iniciativas ousadas e inclusivas, sendo uma das mais destacadas a criação de um programa inédito: um curso dedicado a homens – professores, funcionários e alunos – para discutir o machismo.

“O homem deve participar ativamente dessa discussão. Assédio nunca é aceitável”, comenta Furlan, evidenciando a importância da sensibilização masculina. “Com mais letramento, formamos cidadãos melhores”, acrescenta, reforçando o papel da universidade na transformação social.

Estratégia Abrangente Contra o Machismo O projeto, parte do programa Unesp Sem Assédio, ocorrerá em todos os 24 campi, iniciado com capacitações entre os dias 14 e 15 deste mês, em parceria com o Instituto Memoh. Embora a participação seja voluntária, Furlan confia que a adesão virá do sentido das ações, justificando: “As pessoas precisam ver sentido no que fazem”.

A avaliação do impacto será feita através de discussões que visam entender como a percepção dos participantes mudou e suas intenções de agir em uma comunidade menos machista.

Esse desejo por mudança é um reflexo do aumento de denúncias de assédio, que, segundo Furlan, foram acolhidas e investigadas. Desde a criação do programa, houve demissões e até reavivamento de denúncias antigas, evidenciando a necessidade de um ambiente seguro e acolhedor.

Maysa Furlan, reitora da Unesp - Metrópoles
Maysa Furlan, reitora da Unesp

Compromisso com a Segurança Universitária A Unesp está em conformidade com a nova lei estadual que estabelece o Protocolo de Combate à Violência contra a Mulher, evidenciando um compromisso contínuo de evolução nesse tema. A reitora finaliza com esperança: “É uma luta constante. A sociedade deve estar disposta a discutir e nunca considerar comportamentos machistas como aceitáveis”.

É hora de refletir sobre o papel de cada um na luta contra o machismo. Você já se envolveu nessa discussão? Deixe seu comentário e compartilhe sua opinião!

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