
Entre pressões e rearranjos, Lula busca consolidar apoio para as eleições de 2026

Às vésperas das convenções partidárias, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) intensifica sua atuação para resolver os últimos detalhes com aliados que competirãao ao Senado nas eleições de outubro. Com as chapas estaduais quase definidas, o foco do petista agora são as composições para o Senado, onde 54 das 81 cadeiras serão renovadas, um movimento essencial para garantir a governabilidade em um eventual quarto mandato.
Lula busca ampliar a base governista e evitar uma maioria da oposição no Senado.
No Ceará, na terça-feira (14/7), ele conseguiu convencer Cid Gomes (PSB-CE) a concorrer à reeleição no Senado, apesar das reticências iniciais do senador. Cid enfrentará seu irmão, Ciro Gomes (PSDB), que disputará o governo do estado com apoio de Flávio Bolsonaro (PL). Cid integrará a chapa do atual governador Elmano de Freitas (PT), enquanto a suplência será ocupada pelo deputado Júnior Mano (PSB).
Mato Grosso do Sul
Na quinta-feira (15/7), Lula se reuniu com a senadora Soraya Thronicke (PSB-MS), que confirmou sua pré-candidatura ao Senado e a aliança com o deputado Vander Loubet (PT), que também está na disputa. Soraya, que antes cogitou desistir da corrida para ser suplente, declarou que seguirá na luta pelo Senado, prometendo unir esforços com Vander para fortalecer a representação democrática no estado.
Convenções partidárias
Essas convenções, que ocorrem entre 20 de julho e 5 de agosto, são momentos críticos para a definição das candidaturas. O evento nacional do PT, marcado para 2 de agosto em São Paulo, oficializará a candidatura de Lula à reeleição e de Geraldo Alckmin como vice. Os partidos têm até 15 de agosto para registrar formalmente suas candidaturas, e no dia seguinte começa a propaganda eleitoral.
Indefinição em Goiás
Em Goiás, a situação está mais complexa. O diretório estadual do PT decidiu apoiar Luis Cesar Bueno (PT) para o governo, o que contraria a preferência de Lula por Adriana Accorsi (PT). Lula tentará unificar a chapa, que deve ser definida na convenção estadual de 4 de agosto, mas há grandes chances de que Bueno permaneça como candidato.
Solução em Minas
A situação em Minas Gerais ganha contornos mais claros. O deputado Patrus Ananias (PT) foi escolhido como candidato ao governo. Esta decisão, porém, não foi consensual e causou desconforto no diretório estadual do PT, que ainda aguarda uma reunião com Lula para confirmar a escolha.
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