Romeu Zema critica STF e promete privatizações em evento em SP

Em um evento realizado em São Paulo no último sábado, 18 de julho, o ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato à presidência pelo Partido Novo, Romeu Zema, fez duras críticas à política de cotas raciais e prometeu privatizar a Petrobras. Ele também direcionou seu discurso ao Supremo Tribunal Federal (STF), mirando nos ministros Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes.
As declarações de Zema ocorreram durante o encontro nacional do Novo, que contou com a presença de importantes figuras do partido. “O Brasil não suporta mais quatro anos de políticas que priorizam a cor da pele acima da individualidade das pessoas”, disse, referindo-se à questão das cotas. O pré-candidato destacou que seu governo terá três principais focos: combater facções criminosas, eliminar privilégios entre políticos e juízes, e estimular o crescimento econômico.
Zema também criticou o que chama de figuras “intocáveis” do STF, em uma tentativa de angariar os votos do eleitorado bolsonarista. “Nessa eleição, construiremos uma maioria no Senado e aprovaríamos o impeachment de Alexandre de Moraes”, afirmou, enfatizando seu desejo de mudanças radicais na estrutura do STF.
“Nessa eleição agora nós vamos construir uma maioria no Senado e vamos aprovar o impeachment de Alexandre de Moraes”, disse durante seu discurso.
Ele não deixou de mencionar Gilmar Mendes, com quem teve embates em redes sociais. “O que me levou à política foi a luta contra a corrupção e a influência negativa na sociedade”, declarou Zema. Durante uma coletiva, ele comentou sobre suas baixas intenções de voto, que giram em torno de 3%, e recordou sua experiência de crescimento nas pesquisas durante as eleições para governador de Minas Gerais em 2018.
Em relação à distribuição de cargos, Zema afirmou que somente aceitará candidatos “ficha limpa” para a vice-candidatura.
Salles critica adversários
Antes de Zema, Ricardo Salles, pré-candidato ao Senado por São Paulo, não economizou nas críticas aos seus opositores, chegando a se referir a Luiz Inácio Lula da Silva de forma ofensiva. O deputado federal utilizou um boneco de pano do presidente em seu discurso, fazendo um apelo contra a esquerda.
Ele se referiu a Lula como “o exemplo mais vergonhoso” e questionou o legado das ex-ministras Marina Silva e Simone Tebet. Salles, além de criticar seus adversários, também lançou ataques à direita, visando o presidente da Assembleia Legislativa de São Paulo, André do Prado, relacionando-o a práticas negativas associadas ao Centrão.
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