O ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema, reagiu com ironia a denúncias sobre o suposto sumiço de bens do Palácio das Mangabeiras. Durante uma visita ao Mercado Central nesta sexta-feira, ele destacou que a economia de R$ 300 a R$ 400 mil mensais ao não residir na residência oficial seria suficiente para cobrir o valor de “móveis velhos” que, segundo ele, não desapareceram. Além disso, Zema sugeriu que as acusações podem ser uma “armação”.
Belo Horizonte — Ao abordar o tema, Zema fez uma analogia com a situação dos móveis do Palácio do Planalto, que, após a posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, foram alegadamente encontrados armazenados no porão, após sua suposta “desaparição”. Ele afirmou:
“Quando o Lula assumiu, falou que os móveis do Bolsonaro tinham sumido do Palácio do Planalto. Depois encontraram tudo armazenado no porão. Parece que tem um pouco de armação por aí.”
O atual governador de Minas, Mateus Simões, que acompanhava Zema, declarou que as obras de arte supostamente desaparecidas foram enviadas ao Palácio da Liberdade e que os livros estão na biblioteca pública, disponíveis para consulta. “É um acervo reservado, são livros muito especiais. E cultura é isso, né?”, comentou.
Entenda o caso
As declarações de Zema surgiram após o Tribunal de Contas de Minas Gerais (TCE-MG) iniciar um processo de investigação sobre o desaparecimento de bens do Palácio das Mangabeiras. O caso ganhou destaque após uma fiscalização da Comissão de Cultura da Assembleia Legislativa (ALMG), que identificou o suposto desaparecimento de obras de arte, pratarias, louças, móveis, equipamentos e livros que integravam o patrimônio da antiga residência oficial dos governadores.
Em resposta a essas suspeitas, a comissão anunciou a representação à Polícia Federal. No entanto, o governo de Minas nega irregularidades, assegurando que todos os bens foram inventariados e transferidos legalmente, mantendo registros nos sistemas de controle patrimonial. Até o momento, porém, os inventários não foram apresentados oficialmente.
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