Em um movimento estratégico, o Vinci Logística FII (VILG11) finalizou a venda de sua participação em quatro ativos logísticos por impressionantes R$ 709,6 milhões. Este portfólio, que abrange 199 mil m² de Área Bruta Locável (ABL), se estende por Minas Gerais, Espírito Santo e São Paulo, consolidando a posição do fundo no mercado.
A gestora Vinci Real Estate detalhou a transação que incluiu:
- Fernão Dias Business Park (57.403 m²), localizado em Extrema (MG), vendido integralmente;
- CD Privalia (26.773 m²), também em Extrema (MG), com a alienação total;
- Porto Canoa Log (95.020 m²), em Serra (ES), com a venda total;
- Parque Logístico Osasco (23.705 m²), em Osasco (SP), com venda de 81% do ativo.
A liquidação da operação ocorrerá em três etapas. A primeira, representando R$ 582,2 milhões, será realizada através de cotas do Patria Log (HGLG11), ao preço de R$ 162,22. Além disso, R$ 47,4 milhões virão da assunção, por parte do HGLG11, das obrigações relacionadas aos Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs) das aquisições dos ativos Fernão Dias e Privalia. A última parcela, de R$ 80 milhões, será liquidada em moeda corrente ao longo de 24 meses, com uma correção anual de 8%.
Para fortalecer sua estrutura financeira, o VILG11 também planeja uma amortização extraordinária parcial do CRI Alianza Park, totalizando R$ 35 milhões, dividida em seis parcelas mensais. A primeira, de R$ 10 milhões, está programada para dezembro de 2025, seguida por cinco parcelas de R$ 5 milhões cada até maio de 2026.
Essa transação significará um ganho de capital bruto de R$ 93,2 milhões, o que se traduz em R$ 6,22 por cota, considerando o valor da emissão do HGLG11. O cap rate médio da negociação atingiu 9,17%. Notavelmente, os ativos foram vendidos 4,8% acima do valor estimado, enquanto as cotas do fundo continuam negociando com um deságio de 18,5% no mercado secundário.
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