Um poderoso terremoto de magnitude 7,8 atingiu Mindanao, no sul das Filipinas, no domingo (7/6), resultando em ao menos 19 mortes, dezenas de feridos e grandes danos à infraestrutura local. O tremor, que ocorreu durante o retorno dos estudantes às aulas, causou pânico e mobilizou equipes de emergência rapidamente.
Com o epicentro situado a 13 quilômetros da populosa General Santos City, o sismo chocou a população às 7h37, horário local, enquanto os alunos se preparavam para o novo ano letivo.
Relatos do Instituto Filipino de Vulcanologia e Sismologia indicam uma profundidade de 10 quilômetros, enquanto o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) registrou uma profundidade maior de 55 quilômetros. O impacto foi sentido em áreas vizinhas da Indonésia, incluindo Sulawesi do Norte.
O porta-voz da agência de desastres, Junie Castillo, informou sobre 134 feridos e pelo menos 12 pessoas desaparecidas, com esses números podendo mudar devido aos desafios de comunicação na região. A polícia local, liderada por Robert Dagon, destacou que muitos edifícios foram danificados, mas as equipes estão focadas nos resgates.
Imagens da destruição começaram a circular nas redes sociais, com vídeos mostrando o colapso de estruturas, como o desabamento da parte superior de um restaurante da Jollibee e muros de um shopping em General Santos. Lojas destruídas e blecautes deixaram a cidade em caos.
Cenário de desespero e apoio humanitário
Na Escola Primária Mahayhay, em Davao, crianças foram vistas em desespero, buscando abrigo durante a cerimônia de hasteamento da bandeira. O trauma gerou a mobilização de voluntários da Cruz Vermelha Filipina para oferecer apoio psicológico e primeiros socorros em várias escolas da região.
Após o terremoto, um alerta de tsunami foi emitido, prevendo ondas de até 3 metros para o litoral filipino, mas essa ameaça foi posteriormente desativada.
Apesar do cancelamento do alerta de tsunami, as autoridades mantiveram o nível máximo de alerta devido ao risco contínuo de réplicas. O presidente Ferdinand Marcos Jr. anunciou que centros de evacuação estavam prontos para abrigar os desabrigados e que a infraestrutura vital seria desobstruída para permitir a passagem de ambulâncias. “A segurança de nossas crianças vem em primeiro lugar,” afirmou Marcos, enquanto as escolas foram encerradas indefinidamente.
As Filipinas, situadas no “Anel de Fogo” do Pacífico, enfrentam mais um desafio em sua luta contra desastres naturais. As equipes continuam trabalhando para garantir a segurança da comunidade e efetuar os resgates necessários. O momento é de reflexões e esperança para os que estão passando por essa difícil situação.