
O Ibovespa encerrou o dia em alta, atingindo 161.755,18 pontos com uma valorização de 0,41%. A sessão foi marcada por uma nova máxima intradia de 161.963,49 pontos, sinalizando fôlego para o índice acompanhar o ritmo positivo que toma conta dos mercados externos.
Entre os protagonistas do pregão, Vale (VALE3) sobiu 3,64% e Petrobras (PETR4) avançou, impulsionando o mercado. PRIO (PRIO3) também brilhou, com alta de 3,78% após anunciar produção recorde. No lado dos bancos, Bradesco (BBDC4) recuou cerca de 2,76%, Santander (SANB11) caiu 1,29% e BB (BBAS3) diminuiu 0,63%; Itaú(Unibanco) ficou estável.
No cenário externo, Wall Street iniciou o dia em alta após dados de emprego mais fracos que o esperado, alimentando a esperança de cortes de juros pelo Federal Reserve na próxima reunião. O dólar recuou frente ao real, com o câmbio em R$ 5,313 na venda, enquanto os DIs avançaram ao longo da curva.
Do lado doméstico, números positivos ajudam a sustentar o ciclo de consumo: o IBGE aponta que 8,6 milhões de brasileiros deixaram a pobreza e 1,9 milhão saíram da miséria em um ano, enquanto o mercado de trabalho protagonista registra ocupação elevada entre idosos. O PMI de serviços confirmou expansão em novembro, com demanda contribuindo para o crescimento da atividade.
Entre as ações de hardware e commodities, Embraer (EMBJ3) avançou 2,30%, alcançando R$ 86,48, enquanto Vale renovou máximas, somando ganhos relevantes ao dia. O setor de petróleo acompanhou o impulso, com Petrobras em alta e demais empresas relacionadas ao petróleo também em movimento positivo; varejo e educação mostraram força com altas em nomes como Magazine Luiza (MGLU3) e Lojas Renner (LREN3).
No âmbito internacional, a inflação na zona do euro aparece estável ao redor da meta de 2% conforme o BCE, com o cenário de crescimento sustentado por gastos familiares. A COP30 foi avaliada como decepcionante por alguns gestores, ainda que tenha mostrado que o multilateralismo persiste. Na China, o PMI de serviços desacelerou, mas o quadro global ainda favorece preços de ativos de risco, com ouro e petróleo mantendo trajetórias de ajuste diante de juros nos EUA.
A leitura consolidada aponta um ambiente de equilíbrio entre impulso externo e política interna: o Ibovespa ganha fôlego, bancos pesam no índice e commodities ajudam a sustentar o movimento. O cenário externo continua favorável para risco, com ajustes de juros e câmbio ainda em jogo para os próximos dias.
E você, qual ativo está de olho nesses dias de volatilidade? Deixe seu palpite nos comentários e conte quais fatores vão guiar suas decisões de investimento nos próximos dias.