Em uma tarde movimentada, um nome ganhou notoriedade nas redes sociais: Vinícius Carvalho, mais conhecido como “referência em leilões”. O influencer chamou atenção ao compartilhar um vídeo intrigante, onde dirigia uma ambulância na Rodovia Raposo Tavares, em Cotia, na Grande São Paulo, demonstrando sua recente aquisição, feita em um leilão em setembro.
Assista ao vídeo:
Na gravação, enquanto o trânsito começava a engarrafar, Vinícius ligou a sirene do veículo e, de forma descontraída, afirmou: “O problema é quando começa o trânsito, mas aí é só acionar aquele botãozinho mágico”. Ele e um amigo riam, reforçando que “pega trânsito quem quer”, enquanto promoviam a utilidade da ambulância para os moradores locais.
Em seguida, Vinícius publicou um documento que comprovava que a carroceria do veículo estava registrada como ambulância, sugerindo que esse fato lhe conferia o direito de utilizar sirene e giroflex. Ele até aventou a possibilidade de ter convencido um policial em uma abordagem, utilizando esta informação.
Entretanto, é preciso esclarecer que a lei é clara:
- O Código de Trânsito Brasileiro (CTB) estabelece que “o uso de dispositivos de alarme sonoro e de iluminação intermitente somente pode ocorrer durante a efetiva prestação de serviço de urgência”.
- O giroflex é restrito a veículos de polícia, socorro ou de utilidade pública, apenas em situações de atendimento e devidamente identificados.
- O uso inadequado deste dispositivo é considerado uma infração grave, sujeitando o motorista a uma multa de R$ 195,23 e a imposição de 5 pontos na Carteira Nacional de Habilitação (CNH).
- Além disso, para conduzir veículos de emergência, o motorista precisa ter mais de 21 anos, estar habilitado há pelo menos dois anos na categoria B ou um ano na categoria C, e não ter cometido mais de uma infração gravíssima nos últimos 12 meses.
Esse não é o primeiro episódio polêmico envolvendo Vinícius Carvalho. Em março, ele já havia causado alvoroço ao arrematar um carro-forte em leilão e conduzir o veículo pelas ruas de São Paulo.
Vale lembrar:
De acordo com o CTB, a operação de veículos blindados e carros-forte requer regularização pela Polícia Federal (PF). Isso envolve um licenciamento adequado, que inclui requisitos de segurança e auditorias periódicas.