CPMI solicita indiciamento de líderes religiosos por desvio de milhões do INSS

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INSS: CPMI pede indiciamento de donos de igreja por desvio milionário - destaque galeria

A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS revelou um escândalo chocante: o indiciamento de Lucineide dos Santos Oliveira e Dogival José dos Santos, fundadores de igrejas evangélicas em Brasília, por desvio milionário de recursos públicos. Este caso, que ganhou notoriedade como a “Farra do INSS”, traz à tona a complexa relação entre religião, poder e corrupção no país.

Fraudes e Lavagens Milionárias

Lucineide, presidente da Igreja Evangélica Pentecostal Ministério Visão de Deus, e Dogival, da Crusada Nacional de Evangelismo, são acusados de usarem suas posições para orquestrar uma rede criminosa que desviou ativos previdenciários. Dogival, por exemplo, foi identificado como líder estratégico, utilizando a Associação dos Aposentados do Brasil (AAB) como fachada para acesso a dados de segurados e realizar descontos não autorizados em benefícios.

As movimentações financeiras são alarmantes: Dogival transferiu mais de R$ 741 mil a Lucineide em uma série de transações disfarçadas, práticas conhecidas como “smurfing” para dificultar a fiscalização. Tais ações, segundo a CPMI, resultaram em fraudes que impactam a vida de milhões de aposentados vulneráveis.

Conexões e Esquemas Elaborados

Lucineide, atuando como tesoureira da AAB, controlava empresas de fachada que geraram receitas exorbitantes, totalizando mais de R$ 141 milhões. O relato é ainda mais chocante quando se observa que, entre 2019 e 2025, a mulher movimentou R$ 160,9 milhões, de forma incompatível com sua renda formal de apenas R$ 2 mil em 2022.

Após a divulgação do escândalo, a placa de identificação da igreja foi retirada, e o local passou a ser cercado, levantando suspeitas sobre a real operação da instituição. A CPMI sugere que a igreja estava apenas disfarçando um esquema maior, envolvendo uma rede de fraudes financeiras com benefícios previdenciários.

As revelações sobre Lucineide e Dogival levantam questões amplas sobre a corrupção no setor previdenciário e a exploração de instituições religiosas para fins escusos. O indiciamento dos dois é um passo crucial para a responsabilização de todos os envolvidos.

Como você vê a relação entre igrejas e corrupção no Brasil? Deixe sua opinião nos comentários!

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