Na última terça-feira, 28 de outubro, a cena política se agitou com as declarações de Weverton Rocha, líder do PDT no Senado. Ele manifestou sua estranheza em relação à intenção do relator da CPMI do INSS, Alfredo Gaspar, de convocá-lo para depor sobre as investigações que envolvem descontos indevidos em aposentadorias. A CPMI busca desvendar possíveis fraudes, e Gaspar planeja incluir não apenas Weverton, mas também o deputado Euclydes Pettersen, citados por suas conexões, mas não como alvos diretos.
Weverton, em suas declarações ao Metrópoles, enfatizou que a prioridade deveria ser a busca de respostas concretas sobre as fraudes no INSS, e não investigar quem não está sob suspeita. Ele afirmou: “Acho estranha essa menção do relator, já que não sou investigado, nem citado em nenhuma investigação. O foco deve ser no combate efetivo às fraudes.”
A complicada teia de relacionamentos neste caso se intensifica com Gustavo Marques Gaspar, o empresário próximo a Weverton, que assinou um documento designando poderes a Rubens Oliveira Costa. Este último foi apontado pela Polícia Federal como associado ao lobista Antonio Carlos Camilo Antunes, também conhecido como “Careca do INSS”. Para piorar, Weverton também utilizou o mesmo jatinho que o lobista, complicando ainda mais sua posição.
Durante a oitiva do ex-diretor do INSS, Alexandre Guimarães, Gaspar declarou que os esclarecimentos de Weverton e Pettersen seriam benéficos. Ele expressou sua esperança de que não houvesse “nenhuma blindagem” que impedisse a convocação deles, ressaltando a importância da transparência neste processo.
Os próximos passos agora dependem da formalização dos requerimentos que podem chamar os parlamentares de forma facultativa ou obrigatória. Depois de protocolados, precisam ser aprovados pelo presidente da CPMI e pelos demais membros, trazendo mais um capítulo intrigante a essa investigação.
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