
Com avanço da vida e nossa locomoção, pelos seus caminhos, chegamos ao mais variados lugares.
O tempo nos captura em nossas investidas no decorrer da existência. Evitamos e conseguimos aliviar de várias armadilhas em nossas aventuras existencial. Até implantar armadilha, cujo buraco é inevitável. Uma delas, talvez a mais importante, seja que caímos na maturidade, ou seja, a da racionalidade.
Para contemplar fomos à festa de vinte anos de formados da faculdade.
Encontremos nossos colegas mais articulados e bem mais racionais do que na época de formados. Uns a vida castigou mais, outros premiou mais, porém todos, sem agonia, e, talvez sem os sonhos de adolescentes. Todos extremamente racionais e 95% deles com aparência de que a vida é um fato consumado, independentemente, do estágio alcançado. A sensação de que a vida é um fato consumado aglutinado com a mediocridade cotidiana é um foco infestado de distúrbios psicológicos.
O restante 5% que acredita que acabam ciclos, porém a vida nunca se fecha incluindo eu que é crente do ineditismo do nascer do sol, onde existem muitas histórias épicas a ser construídas.
Como o restante de meus colegas caírem também nas armadilhas da racionalidade, porém hoje seguimos nossos objetivos nas estradas certeiras com sinalização e o tempo dos acontecimentos.
A velocidade é da racionalidade e as metas serão atingidas, pois todos os horizontes são mensuráveis pelas nossas astucias.
A armadilha da racionalidade é o habitat natural, para dentro dela perseguirmos nossos sonhos, como os astrônomos perseguem as estrelas.
Ser racional não quer dizer ser parasitário de seus sonhos de adolescente. É, porém, perseguir com a lucidez dos intelectuais e paciência dos monges.
Por | JUAREZ ALVARENGA
