Ministra Cármen Lúcia diz que a sociedade está “adoecida pelos ódios”

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Imagem destacada sobre desigualdade de gênero

No dia 10 de novembro, a presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e ministra do Supremo Tribunal Federal (STF), Cármen Lúcia, fez uma declaração impactante sobre a desigualdade de gênero em nossa sociedade, demonstrando sua profunda preocupação com as práticas discriminatórias. “Vivemos em uma sociedade machista, sexista e misógina. Temos sido uma sociedade adoecida pelos ódios,” afirmou, enfatizando as raízes culturais que alimentam essa crise.

Essa intervenção poderosa fez parte da abertura do XVII Encontro Anual do Fórum Nacional de Juízas e Juízes de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher (Fonavid), realizado em São Luís (MA). Durante sua palestra, Cármen Lúcia destacou a grave questão da desigualdade de gênero no Brasil, convocando a sociedade e suas instituições a um compromisso constante no combate à violência contra as mulheres.

A ministra ressaltou o valor dos encontros do Fonavid, que promovem diálogo e fortalecimento da magistratura. “Esses encontros são verdadeiros abraços que nos damos para, juntos, construirmos um Brasil que merecemos,” disse, instigando a colaboração entre os participantes para a transformação social.

Cármen Lúcia não hesitou em destacar a discrepância entre o discurso de igualdade e a realidade prática. “Todo mundo é a favor da igualdade, mas, na verdade, não temos.” Esse contraste, ela argumentou, revela as desigualdades persistentes que dificultam a ascensão das mulheres em igualdade de condições.

Ela também chamou a atenção para o alarmante aumento dos casos de feminicídio e outras formas de violência de gênero, caracterizando-o como um sintoma de uma sociedade enferma pelo ódio. “A violência é o sintoma; o ódio é a causa desta doença,” alertou, sugerindo que a solução passa pela promoção de uma cultura de afeto e respeito, fundamental para a cura social.

O evento, que se estenderá até dia 14 de novembro, reúne magistrados, membros do Ministério Público, defensores e especialistas de todo o Brasil, todos unidos para discutir políticas eficazes no enfrentamento da violência doméstica. O tema central deste ano é “Como a educação e a comunicação podem ser eficazes no enfrentamento à violência doméstica e familiar contra as mulheres.”

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