
Em uma ligação decisiva, Lula e Donald Trump conversaram por telefone na última terça-feira, abrindo uma janela para discutir comércio e sanções que moldam a relação entre Brasil e EUA.
Trump descreveu a conversa aos repórteres na Casa Branca como uma ótima conversa, destacando que falaram sobre sanções e questões comerciais que impactam diretamente as decisões de ambos os lados.
Lula, segundo a Presidência, manifestou o desejo de avançar rápido nas negociações para retirar a sobretaxa de 40% imposta pelo governo americano sobre alguns produtos brasileiros, enfatizando a cooperação para ampliar o intercâmbio comercial.
Os dois líderes também trataram da cooperação no combate ao crime organizado, sinalizando uma parceria mais estreita para enfrentar desafios comuns no hemisfério.
Segundo o governo, em 20 de novembro a Casa Branca retirou 238 itens da lista de tarifaço, incluindo café, frutas tropicais, sucos, cacau, especiarias, banana, laranja, tomate e carne bovina, entre outros.
Apesar dos avanços, ainda 22% das exportações brasileiras para os Estados Unidos permanecem sujeitas a tarifas, enquanto no início da implementação 36% das vendas ao mercado americano enfrentavam alíquotas adicionais.
O pacote de medidas faz parte de uma direção estratégica da administração Trump de redefinir tarifas para melhorar a competitividade interna, com respostas a desequilíbrios comerciais e pressões globais.
Além das tarifas, a pauta bilateral contempla temas não tarifários, como terras raras, big techs, energia renovável e o Redata (Regime Especial de Tributação para Serviços de Data Center), que devem seguir em discussão entre as equipes dos dois países.
O Brasil busca retirar mais itens da lista de tarifas, especialmente após algum alívio ao agronegócio, mantendo o foco em produtos industriais que enfrentam maior desafio para redirecionar exportações.
Como você vê esse movimento entre Brasil e EUA? Deixe sua opinião nos comentários — sua visão ajuda a entender como essa parceria pode impactar o comércio e o dia a dia dos produtores e consumidores brasileiros.