
A morte de Rhianna Alves, mulher trans de apenas 18 anos, está sendo investigada como feminicídio pela Polícia Civil da Bahia (PCBA). A confirmação veio nesta terça-feira (9) e reacendeu debates sobre a forma como casos envolvendo mulheres trans são tratados no estado.
Rhianna foi estrangulada com um golpe conhecido como “mata-leão” na noite de sábado (6), durante uma viagem entre Barreiras e Luís Eduardo Magalhães, no Oeste baiano. Minutos após o crime, o motorista de aplicativo suspeito — que não teve o nome divulgado — levou o corpo da jovem até a porta da delegacia, usando o próprio carro. Ele foi ouvido pela polícia e, mesmo após confessar o assassinato, acabou liberado.
No depoimento, o motorista afirmou que contratou Rhianna para um programa sexual e que ambos teriam discutido após ela ameaçar expor o encontro e dizer que seria vítima de estupro. Ainda segundo o relato dele, o golpe que tirou a vida da jovem teria sido uma reação ao conflito dentro do veículo.
A PCBA informou que o suspeito permanece solto porque se apresentou espontaneamente e admitiu o crime. A corporação declarou que já foram mobilizadas as perícias, além de novas coletas de depoimentos e diligências para esclarecer o caso e definir responsabilidades.
Nas redes sociais, a dor da família ganhou voz através de Drycka Santana, irmã da vítima. Em meio ao luto, ela também expressou revolta pela liberdade do suspeito:
“Levaram minha irmã a troco de nada. Eu aposto que aquele in***l está vendo minhas postagens no sofá da sua casa, rindo”, desabafou.
O caso Rhianna Alves agora se torna mais um capítulo doloroso que pressiona autoridades a olhar com firmeza para crimes motivados por violência de gênero e vulnerabilidade social. A investigação segue, mas a cobrança por justiça já tomou proporções muito maiores que o boletim policial.