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Na manhã desta segunda-feira (23), produtores rurais de Itamaraju e região voltaram a ocupar a BR-101, num novo bloqueio demonstrando a escalada das tensões no campo. A manifestação, segundo os organizadores, é um grito por segurança jurídica, proteção e respeito ao direito de propriedade.
De acordo com relatos, novas propriedades teriam sido invadidas nos últimos dias por pessoas que se apresentam como indígenas. Sob ameaça de armas, produtores afirmam ter sido retirados de suas terras, áreas onde investiram anos de trabalho, recursos e história familiar. O cenário descrito é de medo, insegurança e incerteza.
O bloqueio não é apenas um ato simbólico. É uma tentativa direta de mobilizar autoridades estaduais e federais, além de pressionar representantes políticos a se posicionarem diante da crise. Os manifestantes cobram uma resposta institucional imediata, seja por meio de medidas judiciais, seja por ações efetivas de garantia da ordem.
O episódio reacende um debate sensível e profundamente político: a disputa por terra, a atuação do Estado e o equilíbrio entre direitos constitucionais. Enquanto isso, famílias relatam noites sem dormir, receio de novos confrontos e a sensação de abandono.
A interdição da rodovia federal impacta o tráfego e amplia a visibilidade do protesto, transformando a BR-101 em palco de uma discussão que vai além da região. Trata-se de um embate que envolve direito à propriedade, segurança no campo e responsabilidade do poder público.