O “jogo de xadrez” do Planalto com o governo Trump

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LUIS NOVA/ESPECIAL METRÓPOLES @LuisGustavoNova

O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva PT Palácio do Planalto no lançamento do Novo Desenrola Brasil Metropoles 8
1 de 1 O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva PT Palácio do Planalto no lançamento do Novo Desenrola Brasil Metropoles 8 – Foto: LUIS NOVA/ESPECIAL METRÓPOLES @LuisGustavoNova

Integrantes do Palácio do Planalto avaliam que a relação com o governo Donald Trump se transformou em um “jogo de xadrez”, no qual cada movimento precisa ser cuidadosamente analisado antes de uma reação.

A analogia tem sido feita, nos bastidores, por um dos principais assessores do presidente Lula na área internacional para descrever a relação de “ganha e perde” com o atual comandante dos Estados Unidos.

Metrópoles

Ministros participam de reunião ministerial no Palácio do Planalto, convocada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, nesta quarta-feira(3).

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Ministros participam de reunião ministerial no Palácio do Planalto, convocada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, nesta quarta-feira(3).

HUGO BARRETO / METRÓPOLES @hugobarretophoto

Presidente Donald Trump

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Presidente Donald Trump

Alex Brandon-Pool/Getty Images

Senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ)

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Senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ)

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A relação delicada entre Lula e Trump por diferenças ideológicas tem ainda a constante presença de membros da família Bolsonaro, que costuma interfir nas negociações entre os dois governos.

Auxiliares de Lula lembram que, quando Trump impôs o primeiro tarifaço ao Brasil, em 2025, o governo brasileiro agiu para romper o isolamento em torno do petista e articular uma reunião entre os dois presidentes.

O sucesso dos primeiros encontros bilaterais entre Lula e Trump, com direito a elogios do chefe da Casa Branca ao petista, resultou na retirada da maior parte das tarifas, em novembro de 2025.

“O outro lado (bolsonaristas), vendo isso, tenta se reagrupar e fazer uma nova ofensiva”, avalia, sob reserva, um influente assessor palaciano.

Segundo auxiliares presidenciais, Lula percebeu a atuação da família Bolsonaro e agiu para tentar minimizar danos não só no tarifaço, quanto na classificação do PCC e do Comando Vermelho (CV) como grupos terroristas.

“Não conseguimos evitar que isso acontecesse, mas conseguimos retardar o processo, porque poderia ter ocorrido já em janeiro. É uma disputa que se assemelha a uma guerra de guerrilha”, diz um dos assessores de Lula.

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