O que acontece após Donald Trump sancionar o fim do ‘shutdown’ nos EUA?

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Assinatura do projeto de lei para reabertura do governo dos EUA

Na noite de quarta-feira, Donald Trump celebrou um marco histórico: a sanção do projeto de lei que pôs fim ao mais longo shutdown do governo federal dos Estados Unidos, que se arrastou por impressionantes 43 dias. A assinatura, realizada logo após a Câmara dos Representantes aprovou o acordo por uma margem apertada de 13 votos, promete trazer novo ânimo à administração federal, permitindo seu funcionamento até 30 de janeiro.

Entretanto, a recuperação plena pode não ser imediata. Embora órgãos federais já estejam liberados para reintegrar funcionários em licença não remunerada, a normalização das operações pode levar dias ou até semanas. Em setores críticos, como o transporte aéreo, a readequação será gradual. O Departamento de Transportes anunciou que 40 aeroportos ainda enfrentarão uma redução de 6% nos voos, mesmo após o retorno às atividades.

Sean Duffy, secretário de Transportes, afirmou que as autoridades estão avaliando a segurança do tráfego aéreo, mas não revelaram um cronograma claro. A redução do número de controladores de tráfego aéreo, resultado direto do shutdown, fez com que mais de 10 mil voos fossem cancelados em apenas uma semana, segundo dados da FlightAware.

Além disso, a normalização dos benefícios do Programa de Assistência Nutricional Suplementar (SNAP) também exigirá paciência. O projeto de lei sancionado por Trump menciona a retomada do auxílio-alimentação, mas sem um prazo definido. O Departamento de Agricultura alertou que, enquanto a maioria dos estados poderão disponibilizar os valores em até 24 horas após o término do shutdown, algumas regiões podem enfrentar atrasos.

O acordo firmado também prevê a reversão das demissões feitas durante o shutdown, protegendo os trabalhadores de novas demissões até janeiro, com o pagamento retroativo garantido pela Lei de Tratamento Justo dos Funcionários Públicos. Contudo, nem todas as exigências políticas foram atendidas: a prorrogação de um crédito tributário que ameniza os custos dos planos de saúde não foi incluída e será debatida novamente no Congresso até o final do ano.

A expectativa é que o impacto econômico negativo do shutdown, estimado em cerca de US$ 11 bilhões, comece a se dissipar. No entanto, uma perda permanente na economia é uma realidade que deverá ser enfrentada. Como você vê essa situação? Compartilhe sua opinião nos comentários!

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