As Magnificent 7 — que incluem gigantes como Google, Amazon, Apple, Meta, Microsoft, Nvidia e Tesla — sofreram uma perda significativa, chegando a cerca de US$ 2,3 trilhões em valor de mercado apenas em junho. O Índice CNBC, que monitora essas empresas, registrou uma queda de 10% no mês, trazendo à tona preocupações em relação ao futuro das ações de tecnologia.
No início do mês, o Bank of America havia alertado que as quedas nas ações poderiam comprometer a recuperação das grandes empresas. Segundo os analistas, o sinal de alerta foi o relatório de emprego dos Estados Unidos, que superou as expectativas, levando a uma redução nas expectativas de cortes de juros pelo Federal Reserve. Como resultado, o cenário se tornou desfavorável, antecipando taxas de juros elevadas por mais tempo.
Com a análise da CNBC, observou-se que a Microsoft foi uma das mais afetadas, com quedas de 20%, seguida de perto pela Nvidia, que caiu aproximadamente 13%. Apple e Amazon também registraram perdas, em torno de 8% cada. Em contraste, as big techs tinham planos ambiciosos, prevendo gastar até US$ 725 bilhões em 2026, voltados principalmente para atualizações de data centers e investimentos em inteligência artificial.
Enquanto a Alphabet e a Meta revisaram suas projeções fiscais para cima, a Microsoft igualou o investimento desta última em US$ 190 bilhões. A Amazon, por outro lado, manteve suas previsões em US$ 200 bilhões, embora já tivesse anunciado um aumento nos custos, impactando seu fluxo de caixa.
Cautela no Setor
O relatório do BofA indicou a importância da cautela em relação a empresas como Meta, Tesla, Palantir e Netflix, com a última sendo percebida como a mais vulnerável no grupo. Nas últimas semanas, ações de empresas como Broadcom e Microsoft também demonstraram sinais técnicos negativos.
Apesar disso, o relatório não descartou a possibilidade de recuperação das big techs, embora indicasse uma fase mais desafiadora, marcada por avaliações elevadas e maior volatilidade do mercado. A recomendação é de disciplina na gestão de riscos, dado que a volatilidade permanece alta após um período de ascensão dessas empresas.
Semicondutores em Alta
Mesmo com a queda de 7,9% do índice de semicondutores na última semana — a pior desde abril de 2025 —, as ações de empresas desse setor têm se valorizado em resposta à demanda por equipamentos de inteligência artificial. O índice da Bolsa de Valores da Filadélfia disparou 82% no segundo trimestre, aproximando-se de um recorde histórico, e acumula alta de 94% em 2026.
Enquanto isso, o índice Nasdaq 100 cresceu 26% no segundo trimestre e o S&P 500 subiu 14%. Essa volatilidade, comum no mercado, levanta preocupações sobre a sustentabilidade da demanda por semicondutores, que tem sido elevada por conta da crescente popularidade da inteligência artificial.
O cenário atual é de curiosidade e apreensão. Como você vê o futuro das grandes empresas de tecnologia e o impacto da inteligência artificial nos mercados? Comente suas opiniões e insights!