Paquistanês líder de rota ilegal de migrantes abriu agência de viagens no DF

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Sami ur Rahman

Sami ur Rahman, um paquistanês de 35 anos, não é apenas uma figura qualquer. Ele é o suposto maestro de uma teia complexa de contrabando de migrantes que se estende do Brasil até a fronteira dos Estados Unidos. O que poderia ser apenas mais uma história de crime, revela-se como um intrigante embate entre a busca por liberdade e a ganância desenfreada.

Desde que chegou ao Brasil em 2013, após atravessar São Paulo e solicitar refúgio, Sami construiu uma fachada aparentemente inofensiva. Em Brasília, ele abriu uma agência de viagens na QR 502 de Samambaia Sul, onde a atividade legal escondia um enredo muito mais sombrio.

A empresa, inaugurada em 2018 com um capital social de R$ 50 mil, se apresentava como uma prestadora de serviços turísticos. Contudo, documentos revelam que a agência se tornou inapta em fevereiro de 2021, enquanto o verdadeiro negócio prosperava nas sombras.

Mas o título de “empresário” não se resumia a isso. Em agosto de 2019, ele lançou o “Rahman Lava Jato”, um projeto igualmente fantasma, voltado para serviços automotivos, seguindo a mesma linha de uma entidade que nunca viu a luz do dia.

As investigações da Polícia Federal (PF) expuseram um panorama ainda mais alarmante: Sami liderava uma organização criminosa de alcance internacional, com conexões que se estendiam pelo Paquistão, Afeganistão e México. Sua operação envolvia a entrada clandestina de migrantes, utilizando o Brasil como um ponto estratégico de passagem.

Em depoimentos, foi revelado que migrantes pagavam entre US$ 4.000 e US$ 15.000 para atravessar a fronteira dos Estados Unidos, muitas vezes sob promessas de um futuro melhor, mas caindo nas garras de uma rede corrupta.

A primeira vez que Sami foi apreendido ocorreu em 2015, quando tentou subornar um funcionário no Porto do Pecém, no Ceará. Ali, sua ambição ficou evidente: facilitar o embarque clandestino de um grupo de compatriotas rumo ao Canadá. A condenação a 3 anos e 9 meses de reclusão, convertida em penas restritivas, não foi suficiente para deter suas operações.

Em 19 de novembro de 2019, a PF lançou a Operação Rota Ilegal, desmantelando a rede que Sami havia construído. Preso na casa da namorada em Samambaia Sul, ele agora enfrenta as consequências de suas ações. A Justiça não apenas manteve sua prisão, mas também bloqueou R$ 5,94 milhões em ativos ligados ao esquema.

As investigações indicam que, em cinco anos, o grupo movimentou pelo menos US$ 1,1 milhão, apenas contabilizando as operações de contrabando. Cada passo revelado pela PF destaca uma história de desespero e busca por liberdade, mas também uma realidade crua de exploração.

Convidamos você a refletir sobre essa teia complexa de contrabando e seus impactos na vida de tantos. O que pensa sobre a luta contra essa realidade? Compartilhe suas opiniões e vamos discutir como ainda podemos mudar essa narrativa.

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