Piratas assaltam oleoduto da Petrobras e levam R$ 2 milhões em combustíveis

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Na última sexta-feira (5/6), a Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) desmantelou um esquema de desvio de cerca de 100 mil litros de combustível, resultando em um prejuízo estimado em R$ 2,1 milhões. A operação aconteceu em Ceilândia, onde criminosos, conhecidos como “piratas do combustível”, furtavam derivados de petróleo diretamente do oleoduto da Petrobras por meio de uma técnica avançada chamada “trepanação”.

As investigações iniciaram na 19ª Delegacia de Polícia (P Norte) e revelaram que os suspeitos haviam alugado um imóvel no condomínio Vista Bela, perto da DF-180, afirmando que o local abrigaria uma borracharia. No entanto, o imóvel nunca foi aberto ao público. Moradores da área começaram a notar uma movimentação suspeita, como o forte odor de combustível e tráfego de caminhões durante a madrugada. A tubulação da Petrobras passava a apenas um ou dois metros da fachada do local.

Túnel Escavado

A operação, chamada Estige, confirmou as suspeitas: os criminosos haviam escavado um túnel dentro da loja para acessar o oleoduto e perfurar a tubulação, retirando combustível sem interromper o fluxo. De acordo com informações da Transpetro, foram registrados dois furtos recentes, um em 1º de junho e o outro em 4 de junho, totalizando aproximadamente quatro metros cúbicos de gasolina e diesel. O prejuízo de R$ 2,1 milhões considera o volume total que o grupo supostamente desviou ao longo do tempo.

Além do impacto financeiro, o caso traz sérios riscos à segurança pública. Especialistas da Transpetro alertaram que uma explosão poderia afetar uma área de até três quilômetros de diâmetro, colocando inúmeras vidas em risco.

Mão de Obra Especializada

A PCDF destaca que a operação dos criminosos demonstra um alto nível de planejamento e expertise técnica. A perfuração de dutos demanda equipamentos específicos para evitar vazamentos e explosões. A Operação Estige visa identificar e capturar todos os responsáveis pela organização criminosa, incluindo os que cuidam da logística e possíveis compradores do combustível. Os envolvidos poderão ser processados por furto qualificado, associação criminosa e outros crimes, enquanto as investigações tentam determinar se há vínculos com quadrilhas de outros estados.

Esse desdobramento levanta questões significativas sobre a segurança da população e evidencia a necessidade de vigilância em torno das infraestruturas sensíveis. O que você pensa sobre a atuação dessas quadrilhas? Compartilhe sua opinião!

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