Taxação dos EUA sobre o Brasil: principais razões relacionadas ao Pix e ao desmatamento

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Segundo EUA, atos do Brasil prejudicaram comércio norte-americano por décadas

White House/ reprodução
Presidente dos EUA, Donald Trump

O governo dos Estados Unidos anunciou a aplicação de uma tarifa de 25% sobre as importações brasileiras, decisão que surge após uma investigação do Escritório do Representante Comercial (USTR). O órgão denuncia que práticas desleais do Brasil têm prejudicado, há décadas, as empresas norte-americanas, favorecendo injustamente produtores locais.

Na visão dos EUA, o Brasil tem implementado políticas que distorcem o comércio, sendo uma delas o sistema de pagamento Pix, que, segundo os americanos, prejudica os provedores de serviços de pagamento eletrônico ao ser gratuito. O USTR mencionou: “O banco tem atuado como regulador para beneficiar seu campeão nacional, o Pix”.

“O banco tem atuado como regulador para prejudicar os provedores de serviços de pagamento eletrônico dos EUA e favorecer seu campeão nacional, Pix,” destacou o Escritório do Representante Comercial.

Além disso, práticas de desmatamento ilegal no Brasil foram mencionadas como impedimentos para a competitividade da indústria madeireira norte-americana. Também foram citadas decisões do Supremo Tribunal Federal que visam remover conteúdos falsos nas redes sociais, afetando empresas de tecnologia norte-americanas.

O USTR afirmou ainda que tribunais brasileiros impõem multas diárias a empresas de tecnologia dos EUA por não conformidade, dificultando suas operações no Brasil, e destacou a corrupção como um fator limitante. O Brasil ocupa a 107ª posição no Índice de Percepção da Corrupção da Transparência Internacional, com 35 pontos, mantendo-se em sua segunda pior colocação.

“A corrupção no Brasil não é novidade, mas as ações atuais evidenciam uma crescente distância das normas globais contra suborno e corrupção,” reforçou o USTR.

For decades, Brazil’s unreasonable acts, policies, and practices have harmed U.S. commerce, including by unfairly advantaging Brazil’s producers over their American competitors and by restricting access to one of the world’s top export markets.

Entenda as novas tarifas dos EUA

A tarifa extra de 25% entra em vigor em 22 de julho, como resultado da investigação do USTR com base na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974, que classifica as práticas brasileiras como desleais e discriminatórias, criando barreiras comerciais.

Esse aumento das tarifas é apresentado como uma ferramenta de pressão política para estimular mudanças nas políticas contestadas pelo Brasil. O documento que oficializa a taxação contém uma lista detalhada de isenções, incluindo alimentos como café, mel orgânico, açaí e carne bovina, que não serão afetados pela nova tarifa.

A nova medida é um reflexo das tensões comerciais entre as duas nações e pode ter impactos significativos nas relações econômicas, ressaltando a necessidade de um diálogo aberto para resolver as diferenças comerciais.

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