Da quebra de regras da tornozeleira ao lobby nos Estados Unidos, caso expõe os limites da tolerância da lei com o ex-presidente
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A qualquer momento, o ministro Alexandre de Moraes, relator no Supremo Tribunal Federal do caso da tentativa de golpe de Estado de 8 de janeiro, anunciará sua decisão sobre o destino de Jair Bolsonaro. Ele continuará a cumprir sua pena de 23 anos e três meses de prisão em sua própria casa, em um condomínio do bairro do Jardim Botânico, em Brasília? Ou será devolvido à Papudinha, a área VIP do Complexo Penitenciário da Papuda?
Os bolsonaristas estão em pé de guerra para que Bolsonaro permaneça onde está. Eduardo Bolsonaro, condenado por coação à Justiça, desembarcou em Washington para pedir ao governo de Donald Trump uma nova intervenção nos assuntos internos do Brasil. Quer que ele faça qualquer coisa contra o ministro Moraes de modo a dissuadi-lo de eventualmente mexer com seu pai. Mas, se isso de fato acontecer, suplica para que Moraes seja punido.
Ao SBT News, fontes do governo norte-americano confidenciaram que a Casa Branca “monitora a situação do Brasil e que, caso haja retaliações à direita durante o processo eleitoral”, autoridades daqui sofrerão novas sanções. Oficialmente, o processo eleitoral só será aberto no final de julho, início de agosto. Mas a Casa Branca pode entender que já está aberto e, portanto, agir conforme o que lhe propõe Eduardo, com o consentimento de seu irmão Flávio.
A tendência de Moraes era deixar Bolsonaro no conforto de sua casa e entregue aos cuidados de Michelle, a ex-primeira-dama. Ocorre que, na madrugada do último dia 15, a Polícia Militar do Distrito Federal deteve o sargento do Exército Estácio Leite da Silva Filho, que conduzia em seu carro uma pistola Glock 9mm registrada em nome de Bolsonaro. A pistola precisava passar por reparos. A missão lhe fora dada pessoalmente pelo ex-presidente.
Que diabos faz uma pistola na casa de um prisioneiro? E logo de um prisioneiro sujeito a variações de humor, a ponto de ter se valido de uma solda para remover a tornozeleira eletrônica que é obrigado a usar? Tal coisa jamais seria possível na Papudinha, muito menos na Papuda, endereço de criminosos famosos. Mas, como se trata de Bolsonaro, o grau de tolerância não tem limites. Esqueça que a lei é para todos. Não é e nunca será.
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